08 de julho de 2026
Geral

Preparada para ?sobreviver ao fim?

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Nem todos encaram o tema “fim do mundo” de forma bem humorada. Um cataclismo que resultaria no final dos tempos é assunto muito sério para algumas pessoas, inclusive em Bauru. É o caso de uma bancária, de 38 anos, que pediu para ter a identidade mantida em sigilo. Ela diz acreditar numa catásfrofe e afirma que já se prepara para o pior.

Em casa, ela guarda um kit de sobrevivência, com mantimentos e itens de primeiros socorros. Além dela, outras pessoas, revela, também tomam precauções em vista a uma hecatombe. “Tenho um amigo que comprou pílulas para limpar água para beber”, detalha.

Apesar de aguardar uma tragédia de proporção global, ela diz não acreditar num final tão próximo. Para a bancária, o mundo não vai acabar no dia 21. “O próprio aquecimento global pode resultar numa grande inundação”, supõe.

Contudo, a hipótese mais provável para um possível definhar do planeta, para ela, está no sol. O início de atividades mais intensas na estrela deve resultar em efeitos na terra e seres humanos, acredita. “O sol influencia até mesmo em cabos submersos no mar. Por que não influenciaria na nossa vida e não ameaçaria também nossa existência?”, questiona.

Ela admite e diz encarar com naturalidade a estranheza de algumas pessoas sobre toda essa precaução e temor sobre um possível apocalipse. Para ela, até mesmo piadas que fazem sobre o temor são reflexo da falta de preparo do brasileiro. “O brasileiro não é precavido. Lembra-se dos kits de socorro que eram obrigatórios nos carros, onde estão?”, argumenta.

Segundo a bancária, a “salvação” no caso de uma grande inundação - a hipótese, para ela, mais provável - está nas alturas. “Na nossa região, fugiríamos para Botucatu, acima de 600 metros de altitude”, acredita.


A profecia

De acordo com a “profecia maia”, explica o site da BBC, o fim do mundo aconteceria hoje. A ideia é que uma hecatombe mundial, de grandes proporções, se abata logo mais sobre a raça humana, na entrada do equinócio de inverno (no caso do hemisfério norte), que também ocorre hoje. A tese é alimentada ao menos há quatro décadas.

A previsão ganhou força nos últimos três anos. Contudo, interpretações catastróficas são populares desde a década de 1970. De um lado, diversos grupos dizem que um movimento especial de planetas, mudanças na forma com que o homem se relaciona com o ambiente e transformações mentais e espirituais atingem o auge nesta sexta-feira.

Há também quem garante que, hoje, a civilização moderna encontrará sua derrocada. O estopim seria uma junção de desastres naturais, crises políticas e econômicas, bem como guerras causadas ao redor do planeta. Os maias, garantem os crentes, deixaram marcas para nos alertar.

Para alguns crentes, a antiga civilização previu que um raio de luz, do centro da galáxia, impactaria o sol no dia 20 de dezembro de 2012 (ontem), mudando a polaridade galáctica, com efeitos devastadores sobre a Terra.

O calendário maia, que combina dados e fatos de batalhas míticas e desastres naturais, com bases em ciclos agrícolas e movimentos estelares, não determina somente a ordem dos dias. A contagem também agrega feriados religiosos, períodos para agricultura e até escolha de nomes de bebês ou sacrifícios humanos.

Para especialistas, entretanto, o término da contagem maia é apenas o fim de um ciclo aproximado de cinco mil anos.