10 de julho de 2026
Política

Novo HB foca urgência e emergência

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Com a solução para a continuidade dos atendimentos do Hospital de Base (HB), o desafio da nova gestora, a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), é ampliar gradativamente a oferta de serviços para que a unidade volte a dar a retaguarda necessária aos casos de urgência e emergência que dão entrada no Pronto-Socorro Central. Para esses casos, o HB é considerado oficialmente referência na região, mesmo ante à estrutura hospitalar particular.

Vice-presidente da entidade, Antonio Rugolo confirma a manutenção do perfil ‘portas abertas’ do Base a partir de janeiro de 2013, quando terá início a nova fase da unidade. Ele afirma que o hospital vai atender a todas as especialidades que demandam atendimentos emergenciais. Entre elas: traumatologia, neurologia, cardiologia e cirurgias vascular e torácica.

“Nós vamos focar as cirurgias clínicas. O que são elas? Aquelas que não são cirurgias médicas, de caráter eletivo, como as endócrinas, por exemplo”, cita Rugolo.

Apesar disso, o detalhamento sobre a divisão dos serviços e das especialidades é algo que ainda será construído junto ao Departamento Regional de Saúde (DRS-6), de acordo com o presidente da Famesp, Pasqual Barreti.

O Jornal da Cidade apurou que a diretora do órgão, Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, entregou o que seria a proposta de um desenho técnico de assistência para que o corpo clínico do HB faça suas pontuações.

O atendimento à  este sempre foi o perfil do Hospital de Base. No entanto, seu sucateamento financeiro, estrutural e operacional reduziu a um terço o volume de serviços e o número de leitos, em relação ao que era oferecido pela unidade antes da crise eclodida em 2009, com a Operação Odontoma.

Atualmente, há apenas 70 leitos em operação, sendo que o ideal seriam 200. Este número, porém, não será alcançado de imediato pela entidade de Botucatu, que trabalha, inicialmente, com a expectativa de 150 leitos.


Verbas

Vale lembrar que a Famesp vai receber, mensalmente, R$ 6,5 milhões da Secretaria do Estado de Saúde. R$ 5 milhões serão repassados para investimentos imediatos.

Além de soluções estruturais, como o conserto de elevadores, o dinheiro será aplicado na compra de equipamentos.

Desde a última terça-feira, setores nervais do HB já contam com o acompanhamento da entidade. “Será feito um levantamento de tudo o que é necessário. Nos últimos anos, houve grandes avanços na cirurgia e faltam equipamentos para que o hospital acompanhe essa evolução”.


Fiscalização

Antonio Rugolo defende o sistema de fiscalização à Famesp, que receberá R$ 395 milhões em 5 anos do Estado. Segundo ele, mensalmente, um relatório on line, que engloba balanços financeiros, é enviado à Secretaria de Saúde. Além disso, todos os anos, a entidade é auditada pela Secretaria da Fazenda e pelo Tribunal de Contas do Estado. “Dentro da Famesp, também temos mecanismos”.Nos últimos meses, circularam rumores sobre supostas dívidas do Hospital Estadual e, até mesmo, desvio de recursos na entidade de Botucatu. Rugolo, porém, nega tudo. “Houve apuração interna, que não apontou irregularidades”.