09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O mercado de trabalho feminino


| Tempo de leitura: 2 min

A inserção das mulheres no mercado de trabalho foi marcada de contínuo processo de lutas, rompimento de preconceitos, até porque socialmente a mulher sempre foi tida como "inferior" aos homens, estigma este que começou a ser rompido com o advento da Revolução Industrial, a qual também foi marcada por grandes lutas na conquista dos direitos. Progressivamente, foi ampliando a participação feminina no mercado, porém este processo está longe de terminar, haja vista os resultados do censo de 2010.

Segundo o IBGE, a renda mensal das mulheres triplicou em 10 anos, crescendo mais do que a dos homens. No período de 2000 a 2010, a renda obtida com o trabalho das mulhere, subiu 13,5% enquanto a dos homens registrou alta de 4,1%. Na média geral, o crescimento foi de 5,5%.

Apesar deste crescimento ser maior, o salário feminino ainda é menor do que os dos homens. Ainda segundo o IBGE, no ano de 2000 o rendimento mensal das mulheres representava 67,7% do recebido pelos homens, em 2010 somava 73,8% do recebimento masculino, ou seja, em 2000, o salário médio dos homens era de $ 1.450,00, enquanto os das mulheres $ 982,00. Em 2010 os homens ganhavam $ 1.510,00 e as mulheres $ 1.115,00.

Com estes dados, evidencia-se ainda as diferenças salariais e discriminações significativas, o que somente irá ser rompido com políticas sociais públicas eficazes que colaborem para a emancipação social.

Independente de qualquer situação a ser conquistada, as mulheres vêm, cotidianamente, mostrando seu valor, ampliando seus espaços e suas capacidades e habilidades, pois quem consegue conciliar a administração do lar, cuidando dos filhos, marido, em algumas situações pai e mãe idosos, enfim, de tudo ao seu redor (cachorro, gato, papagaio, periquito...) e encontrar tempo para cuidar de si?

Maria Rita Mazali - assistente social - colaboradora do Jornal da Cidade