09 de julho de 2026
Política

Novo governo muda pelo menos 3

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

O segundo mandato do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) terá início após o Ano Novo já com o anúncio de novos integrantes. Enquanto não revela quem será convidado, Agostinho dá pistas de que as indicações podem recair sobre Obras, Sear e até o DAE. Na Seplan a troca é certa, em razão do próprio titular, Rodrigo Said, ter adiantado ao JC, anteontem, que via retornar para a iniciativa privada.

A questão agora é costurar quem fica com a área de planejamento. Quem tem vontade de realizar projeto no segmento é o titular de Obras, Eliseo Areco Neto, ligado ao PT. Obras terá menos dinheiro e perda de pessoal estrutural nas equipes de comando em 2013. Mas o PMDB pode assumir a Secretaria das Administrações Regionais (Sear), pasta que já foi do PTB (agora distante do governo e sem nenhum representante na Câmara na próxima legislatura.

Já o PMDB tem cacife para ampliar sua participação, com a eleição de quatro vereadores (Telma Gobbi, Marquinho da Diversidade, Renato Purini e Faria Neto). O próprio Rodrigo havia dito que a nova configuração no governo levaria em conta a estratificação de legendas na Câmara.

O PR fica com a Saúde, mas pode não ter mais o DAE. Não há nenhuma certeza de que Fábio Lara fica, assim como não se sabe se ele sai. Fernando Monti não tem interesse em abrir mão da autarquia, área que vai realizar o maior contrato dos últimos 20 anos da Prefeitura, a licitação da Estação de Tratamento de Esgoto (orçada em algo próximo de R$ 120 milhões). Mas Monti permanece na Saúde, a princípio, apenas até completar a reestruturação da rede (como ele mesmo disse ao JC anteontem).

A troca na Sear não será surpresa se acontecer. Não pela performance de Sidney Rodrigues, mas pelo caráter basicamente político, de acomodação de cargos em comissão, nas Regionais Administrativas. A pasta continua sem função e sem cara. Não será surpresa se ela continuar como ponto de abrigo de um partido no governo. Já se fala em nomes. Catarina Carvalho teve seu nome discutido, entre outros, no PMDB para ir para a pasta.


Intersetorial

Rodrigo não confirma nenhum dado, com exceção de Said sair da Seplan e da vontade de Areco de deixar a Obras, porque ambos confirmaram isso ao JC. “Nós vamos fazer as substituições entre o Natal e o Ano Novo. Estou conversando com os partidos e vendo as trocas. Alguns serão de carreira”, deixa escapar o prefeito, o que deixa de orelha em pé secretários como Sidnei Rodrigues (Sear) e Maurício Porto (Jurídico).

Mas o problema para Rodrigo é a participação coletiva em tarefas. “Disse aos secretários que não quero mais colega dando tiro no pé ou virando o rosto para tarefa em que é necessário a participação de várias secretarias. Tem programa que não andou porque algum participante deixou de participar. Também precisa melhorar a comunicalção interna e entre os colegas”, disse.

Rodrigo disse que, desta vez, as reuniões de avaliação serão mais frequentes. “Vamos avaliar metas trimestrais e ver o cumprimento ou não de metas. Os secretários sabem que terão menos dinheiro no ano que vem e que será preciso vontade para realizar ações. Também quero que outras secretarias busquem projetos com dinheiro de fora, que não fiquem esperando tudo do prefeito”, abordou.  


Nota oficial

A nota oficial emitida pelo governo sobre a reunião de secretários, ontem, foi burocrática. “O encontro serviu para avaliação dos últimos quatros anos e início de discussão do planejamento para o próximo mandato, que começa em 1º de janeiro de 2013”, traz a nota.

Dentre os assuntos tratados estiveram a evolução do orçamento nos últimos anos, a necessidade de um planejamento adequado, a necessidade de recursos humanos em função de novos serviços e equipamentos que serão disponibilizados à população, modernização da máquina, orçamento participativo, plano diretor, plano de governo e controle.

O prefeito também solicitou a todos os secretários que apontem planejamento mínimo das obras de cada pasta e a demanda de cada uma. “Todas as secretarias conseguiram avançar muito e é importante trabalhar com muito planejamento, mas também temos que ter a visão crítica do que não conseguimos fazer para replanejar e avançar ainda mais”, disse.

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) pretende manter as reuniões periódicas com o primeiro escalão e um novo encontro será agendado já para os primeiros dias de janeiro. Ele quer mais coesão interna.