08 de julho de 2026
Bairros

Sem sair de casa

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 4 min

Tudo feito em casa. Assim é o Natal na residência da dona de casa Ana Luiza Junqueira de Azevedo, moradora do residencial Paineiras. E quando ela diz que faz tudo, é tudo mesmo. Isso inclui até mesmo os aperitivos e a batata palha das saladas. Ela passa, no mínimo, dois dias cozinhando para a festa que a família dá.

“Eu acho que, no Natal, o bom mesmo é preparar e comer as receitas tradicionais da família que ficaram comigo. Sempre fizemos assim e faço questão de manter a tradição”, afirma.

E por falar em receitas de família, na mesa de Ana Luiza não podem faltar doces como bolo de nozes, bombocado e doce de castanhas: “Para o meu pai, Natal não era Natal sem doce de castanhas”, lembra.

Este ano, a dona de casa diz que fará duas festas de Natal, uma hoje (domingo) e outra no dia 25 de dezembro. Segundo a filha, a especialista em chocolates Tetê Sá, a mãe gosta mesmo é de preparar comida para um batalhão: “Se a gente conta com 30 pessoas para o jantar, ela faz comida para umas 100 pessoas”, diz com bom humor.

Além de cozinhar para a própria festa, Ana Luiza ainda prepara alguns pratos para as ceias das amigas. “Mas não gosto apenas de cozinhar o tradicional. Todo ano eu inovo em um ou mais pratos, normalmente, nas saladas”.

Mais do que a comida, os enfeites natalinos, como os laços da árvore, também são feitos pelas entrevistadas que valorizam o “feito com as mãos”. E antes da festa começar, uma oração é feita em homenagem ao aniversariante do dia: “O mais importante é celebrar o nascimento de Jesus”, acrescenta Ana Luiza.

É Natal na vizinhança

Quem nunca teve ou tem um vizinho tão querido a ponto de ser considerado um membro da família? A amizade que existe entre as vizinhas Maria Luiza Bergamo Olivato e Vilma Nogueira Sobrinho ultrapassou as décadas e se renova a cada ano com a união entre as famílias no Natal.

“Nem sei dizer há quantos anos passamos o Natal juntas. Já são 65 anos de convívio. Moramos na casa onde fomos criadas, no início da Rua Rio Branco, Centro, e acompanhamos de perto a rotina, os momentos bons e ruis uma da outra”, conta Maria Luiza.

Segundo as amigas, com o tempo elas perderam alguns entes queridos e as famílias foram reduzidas. Uma solução para alegrar o Natal foi unir o pessoal das duas: “Gosto de dizer que nós juntamos as panelas no final do ano com as carnes, doces e salgados que preparamos com carinho”, diz Maria Luiza.

Tudo bem família. Assim as vizinhas gostam de dizer que é a festa de Natal que fazem. E tudo bem família significa que a comida é totalmente caseira, assim como os enfeites das casas e a decoração da mesa que une filhos e netos. Tudo no maior capricho, com toque de avós, para alegrar as cerca de dez pessoas presentes.

Entre os pratos que não podem faltar estão os assados: “Adoramos o tender”, por exemplo, no Natal. “Já no Ano Novo quem está sempre presente é a lentilha”, confessa Maria Luiza.


Confraternização

Para dona Vilma, Natal é tempo de confraternizar com as pessoas queridas e de comemorar o nascimento de Cristo, por muitos esquecido. “Mas esse carinho e respeito deve ser constante, ou seja, existir durante todo o ano. É preciso exercitar a amizade, assim como fazemos”.


Pelo prazer de receber

A casa do apresentador, pescador e gerente de vendas corporativas Oneir Caçador está sempre cheia de gente e de alegria. E, no Natal, não podia ser diferente. Morador da Vila Cardia, o espaço da residência da família foi especialmente preparado para as confraternizações.

O Natal ainda nem chegou, mas quando esteve na casa do Caçador, a equipe do JC o flagrou em festa natalina de confraternização da clínica veterinária Zoo Planet, do filho Juliano. “Como gostamos muito de receber amigos, também fazemos questão de que a festa do pessoal da clínica seja em casa”.

Para Caçador, Natal é época de reunir a família, ir à tradicional Missa do Galo ou mesmo fazer orações em conjunto. “Além da árvore enfeitada, o presépio simbolizando o nascimento de Jesus faz parte da decoração”.


Trabalho em equipe

Segundo o famoso pescador, em sua casa cada um ajuda como pode. Cada membro da família ou amigo convidado prepara um prato especial: “Todos colocamos as mãos na massa. E como o meu aniversário é entre o Natal e o Ano Novo, as festas se estendem”, frisa.


Desde menino

Enquanto a esposa Conceição fica encarregada da comida, Caçador é o responsável pela decoração típica com direito a arranjos, iluminação e pinheiro enfeitado. E desde criança a incumbência de decorar a festa do Menino Jesus fica por conta dele.

“Desde menino eu crio e invento moda. Eu ia para o mato pegar galhos para montar a árvore e passei esse prazer de preparar o encanto no Natal para meus filhos. Sempre lembrando sobre a importância da amizade e da confraternização, que fazem parte do espírito de Natal”, finaliza.