09 de julho de 2026
Internacional

Parlamento russo veta adoção por americanos

Folhapress
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Moscou - A câmara alta do Parlamento da Rússia aprovou ontem, por unanimidade, um projeto de lei que proíbe a adoção de crianças russas por americanos, além de banir organizações com atuação política que recebam dinheiro dos Estados Unidos e vetar a concessão de vistos para americanos acusados de violar direitos de russos. As medidas, um sinal de deterioração das relações entre Moscou e Washington, dependem agora apenas da sanção do presidente Vladimir Putin para entrar em vigor no começo de janeiro.

No início da semana, antes da aprovação final do Parlamento, o presidente disse que considerava o veto às adoções uma “resposta emotiva, mas apropriada” aos Estados Unidos, mas não confirmou se iria sancioná-lo. O projeto é visto como uma retaliação à decisão recente do Congresso americano de impedir a concessão de vistos e congelar os ativos em território americano de russos acusados de violações de direitos humanos, inclusive funcionários do governo.

A norma foi batizada de Ato Magnitski em referência ao advogado russo Serguei Magnitski, que trabalhava para um fundo de investimentos estrangeiro e foi preso sob suspeita de fraude fiscal após denunciar suposto esquema de corrupção no país. Os EUA criticam a Rússia por não ter levado a fundo uma investigação sobre a morte do advogado, no que veem como mais um sinal preocupante emitido pelo governo Putin, alvo de críticas frequentes por violações de direitos humanos e tendências ao autoritarismo. Putin diz que Magnitski morreu de um ataque do coração.

O projeto aprovado ontem pelo Parlamento russo foi batizado com o nome de Dima Yakovlev, um menino russo de dois anos que morreu nos EUA após seu pai adotivo tê-lo esquecido em um carro. O homem acabou inocentado.