Rio - A polícia do Rio abriu inquérito para apurar se houve omissão de socorro no caso da menina baleada na cabeça que teve que esperar oito horas até ser submetida a cirurgia.
Vítima de bala perdida, Adrielly dos Santos Vieira chegou ao hospital Salgado Fillho, no Méier, zona norte, pouco antes da meia-noite de segunda, mas só foi operada às 8h30 porque o neurocirurgião escalado para o plantão noturno havia faltado. “O que consta é que um médico deveria estar no hospital e não estava. O neurocirurgião pode ser indiciado sob suspeita de omissão de socorro”, disse o delegado Luiz Arquimedes, que ouviu os pais da menina.
No fim do dia, a polícia enviou ofício ao hospital intimando para depoimento o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves, o chefe do plantão, Ênio Eduardo Lopes, e outros dois médicos que participaram do atendimento.
Em Brasília, onde se reuniu com o ministro Guido Mantega (Fazenda), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, chamou de “delinquente” o neurologista. Segundo ele, a determinação é que o médico seja demitido.