09 de julho de 2026
Bairros

DAE normaliza serviço no Tangarás, mas problema segue na Vila Lemos

Marcele Tonelli com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O abastecimento de água foi normalizado na região do Jardim Tangarás. De acordo com informações do Departamento de Água e Esgoto (DAE), após o conserto da bomba do poço José Regino - que queimou durante a chuva da última segunda-feira -, apenas a quadra 4 da rua Natal Fornazaro, considerado o ponto mais alto do bairro, permanecia sem água na manhã de ontem.

Conforme o JC divulgou na edição desta quinta-feira, o problema deixou pelo menos sete bairros das imediações sem água durante a véspera e o dia de Natal.

O estrago no equipamento teria sido provocado por um raio, que atingiu Bauru na noite de domingo. Sem contar com uma bomba reserva, o departamento teria tentado improvisar, instalando um modelo diferente que acabou não funcionando como deveria. A assessoria do DAE negou a informação, mas conforme o JC apurou, o serviço precisou ser refeito.

Na tarde de anteontem, a distribuição já havia sido normalizada em alguns bairros, mas a expectativa era de que o fornecimento fosse integralmente retomado apenas durante a madrugada de ontem.

A autarquia, entretanto, revela ter recebido mais reclamações de moradores da rua Natal Fornazaro ontem de manhã. Diante da persistência do problema, o DAE informou que um caminhão-pipa seria disponibilizado. “As equipes estão no local e realizarão uma descarga de rede para bombear a água para que essa região mais alta seja abastecida”, informou a assessoria de imprensa.


Falta cá, vaza lá

Enquanto o DAE se desdobrava para atender os serviços e restabelecer o abastecimento na região do Tangarás, um morador da Vila Lemos ligou para a reportagem do JC reclamando sobre a falta de água que há três dias acometia seu bairro.

“A água está deficiente aqui desde que inauguraram o novo poço. Agora, acabou de vez, estamos há três dias com o banheiro sujo, sem poder lavar louça ou até cozinhar. É uma palhaçada”, reclama o morador Vlademir Rodrigues, 42 anos, sobre a situação contraditória.

Bem em frente à sua casa, localizada na quadra 2 da rua Ângelo Colacino, um vazamento de água desperdiça milhares de litros há alguns dias. “Já cansamos de reclamar, e nada”, completa.