O Partido da República (PR), sob o comando da família Monti na região e cem Bauru liderado pelo secretário municipal de Saúde, o médico Fernando Monti, abriu mão do controle do Departamento de Água e Esgoto (DAE) na configuração dos acordos políticos que o prefeito reeleito Rodrigo Agostinho (PMDB) está realizando para o segundo mandato.
A informação foi dada ontem, pelo prefeito, durante entrevista ao vivo na TV Câmara, pelo canal 10 da Net, às 14 horas. “O PR abriu mão da indicação para o DAE e isso abre caminho para que eu nomeie uma pessoa de minha confiança para recompor a gestão no DAE e realizar os investimentos e os ajustes que são necessários”, contou. É possível que o prefeito indique um nome interino até que encontre o perfil ideal.
O PR manteve o controle da autarquia em todo o primeiro mandato de Agostinho. A crise no abastecimento, o sucateamento da estrutura operacional e as divisões internas entre servidores levou a autarquia a perder a posição de “menina dos olhos” do governo e a obter a reprovação junto à maioria da população. Sob o crivo do PR, o DAE contou com problemas em todas as indicações, de Paulo Campanha, Rafael Ribeiro, André Andreoli e, por último, Fábio Lara. O ex-presidente do Aeroclube de Bauru está em férias do DAE até 10 de janeiro e é nome certo para sair. “Poço sempre vai ter bomba queimada e adutora sempre vai estourar, aqui, na Europa ou no Japão. Acontece que o DAE tem muita divisão interna e briga por cargos. Tem gente o tempo todo ligando para o meu próprio celular para dedar o outro e tentar ver o colega em apuros. Isso vai ter de acabar. Falta plano de manutenção permanente e gestão que acabe com esses problemas e busque a eficiência nos serviços e agilidade nos consertos”, comentou.
O Plano de Cargos, Carreiras e Salários do DAE, o chamado PCCS, vai para a Câmara Municipal no início do próximo mandato com a missão, segundo o prefeito, de resolver uma parte desses problemas. “A existência de chefias e diretorias para todo lado vai acabar. Criaram muitos penduricalhos e a folha de pagamento tem uma colcha de adicionais. O pagamento de produtividade dobrava o salário de um contra o outro e isso só serviu para dividir os funcionários. Vamos incorporar o que é possível por lei e acabar com isso, fazer uma grande reforma estrutural e administrativa no DAE”, finalizou Rodrigo.