Damasco - O chefe da Coalizão Nacional da Síria, principal grupo de oposição ao regime de Bashar Assad, Mouaz El-Khatib, recusou ontem o convite de Moscou para participar das negociações para uma resolução do conflito e exigiu desculpas da Rússia, grande aliado do regime sírio.
“Dissemos claramente que não iríamos a Moscou”, declarou Khatib à rede de televisão Al Jazeera.
Khatib disse ainda que espera desculpas do chanceler russo Sergei Lavrov por interferir em assuntos sírios e por se negar a condenar a matança do povo sírio.
“É possível que participemos de reuniões, mas apenas em um país árabe e caso haja um propósito claro”, disse Khatib.
Convite
A Rússia havia convidado ontem o principal grupo de oposição da Síria para se reunir em Moscou para iniciar o diálogo com o regime de Bashar Assad e tentar dar um fim ao conflito no país, que completou 21 meses em dezembro. O pedido foi feito após uma reunião entre Lavrov e o vice-chanceler sírio, Faisal Moqdad.
O grupo, que foi formado em novembro no Qatar, se recusou em diversas ocasiões a dialogar com o regime e só concorda com uma transição sem Assad e membros do regime envolvidos na repressão.
Generais desertam
Outros dois generais da Força Aérea da Síria acompanhados de mais 12 militares e suas respectivas famílias - 55 pessoas no total - desertaram e chegaram hoje à Turquia, informou a agência de notícias turca “Anadolu”.
Os dois generais, cujas identidades não foram reveladas, chegaram de madrugada de ontem à fronteira turca no município de Reyhanli, na província de Hatay, segundo a agência.
Eles chegaram ao local junto com cinco coronéis, dois comandantes, um capitão, quatro tenentes e suas respectivas famílias, e foram levados ao acampamento de Apaydin, que abriga exclusivamente militares de alta patente.
Segundo a imprensa local, pelo menos 30 generais sírios que desertaram já estão em solo turco.