Peshwar - Ampliando os ataques das últimas semanas, militantes paquistaneses mataram pelo menos 41 pessoas em dois incidentes separados, disseram autoridades ontem, questionando as afirmações de que ofensivas militares têm enfraquecido os grupos islâmicos de linha dura.
Os EUA pressionam há muito tempo o Paquistão, seu aliado e possuidor de armas nucleares, a reprimir mais duramente tanto os grupos militantes locais como o Talibã, quanto outros grupos, que estão baseados no seu território e atacam as forças ocidentais no Afeganistão.
No norte, 21 homens que trabalhavam para uma força paramilitar apoiada pelo governo e que haviam sido sequestrados na semana passada, foram executados durante a noite de ontem, disse uma autoridade da província.
Enquanto isso, no sudoeste do país, 20 peregrinos xiitas morreram e 24 ficaram feridos, quando um carro-bomba atingiu seu comboio de ônibus, enquanto ele se dirigia para a fronteira com o Irã, disse um médico.
O grupo de direitos humanos Human Rights Watch, baseado em Nova York, já registrou a morte de mais de 320 xiitas no Paquistão este ano e disse que os ataques estavam aumentando. Ele disse que o fracasso do governo em prender ou processar os acusados, sugeria que o país está “indiferente” aos homicídios.
O Paquistão, visto como crucial para os esforços dos EUA em estabilizar a região.