08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Religiões, Ibope e decadência


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Estamos assistindo, nestes dias, o confronto novelístico entre são Jorge e o rei Davi, lamentando o que poderia ter um saudável conteúdo deste lado, de um verdadeiro amor, esperança e fé, de acordo com o nome e o cenário bíblico prescrito, mas o que temos visto é uma sequência infinda de intrigas e traições, bem além do que nos cita a Bíblia. Quanto a são Jorge (salve Jorge), esta sim segue os seus "scripts" normais de uma novela, embora que pouco tem a ver com a religião de nossa maioria católica.

Na verdade, o campo e o embate têm sido entre duas religiões: o espiritismo da emissora global, com o seu "salve Jorge" (Ogum), e esse cristianismo dúbio desta outra, com o seu "rei Davi", com apelos tão baixos para se conseguir a maior audiência. Pois um abismo atrai outro abismo, como diz a Bíblia (Salmo 42.7); essa apelação extrabíblica, apesar da temática, tende a corromper os nossos melhores e inocentes telespectadores.

Quanto ao são Jorge espírita, como aos demais santos, nada ter a ver com os cristãos também, pois jamais veneram a homens (humanos), somente ao senhor Deus. Essa convicção cristã de exclusividade ao criador e não às criaturas, não é de desrespeito aos demais, mas sim de discernimento, pois é bem fácil entender isso, mas também é bem difícil entender sem o discernimento das essências: divina, angelical, humana (e animal). A nossa temática é o bom senso, para bem e a elevação espiritual de todos os nossos irmãos e amigos, em conformidade com o nosso Deus.

Carlos Roberto dos Santos