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Reprodução/Internet |
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Família diz que Helen Leite tinha boa saúde |
Moradores de Palmital (160 quilômetros de Bauru), cidade Natal de Helen Leite, morta em voo nos EUA nesta quarta-feira (2), estão se mobilizando para arrecadar dinheiro e trazer o corpo da jovem ao Brasil. O valor do traslado é de R$ 21 mil.
Comerciantes da cidade também entraram na campanha, disponibilizando o estabelecimento como ponto de arrecadação. Os locais para fazer a doação vão desde postos de combustíveis a lojas de eletrônicos.
De acordo com a campanha no Facebook, que começou nesta sexta-feira (4), a estimativa é de que se cada morador de Palmital contribuir com R$ 1,00, seria possível trazer o corpo de Helen para o Brasil.
Morte
A família da estudante Helen Leite, 25 anos, moradora de Palmital (160 quilômetros de Bauru), região de Assis, ainda busca respostas para entender o que provocou a morte da jovem, anteontem de manhã, durante voo que partiu de São Paulo em direção a Dallas, nos EUA. A jovem, que estudava inglês e trabalhava nos Estados Unidos, retornava ao País após passar as festas do final do ano no Brasil.
A estudante, que embarcou no voo 962 da American Airlines em Guarulhos, junto com outros 219 passageiros e 14 tripulantes, começou a sentir-se mal após algumas horas de viagem. A tripulação e um médico a bordo iniciaram os primeiros procedimentos de emergência enquanto o avião foi desviado para fazer um pouso em Houston.
Quando as equipes de socorro e policiais entraram na aeronave, a jovem já estava morta. Ontem à noite, o Consulado do Brasil em Houston entrou em contato com familiares de Helen e informou que exames descartaram a presença de droga no sangue dela. Contudo, o laudo definitivo com a causa da morte só deverá ficar pronto em seis semanas.
Por volta das 21h, o corpo da estudante já havia sido liberado pelo governo norte-americano para translado ao Brasil. Porém, em razão de trâmites burocráticos e questões financeiras, a família acredita que o corpo só chegue ao Brasil dentro de seis ou sete dias. Ela será sepultada em Palmital, onde moram seus pais.
Mistério
A família da estudante diz que ela não tinha nenhum problema de saúde. “Era uma moça muito saudável. Eu queria ter a metade da energia que ela tinha”, afirma o tio Carlos Eduardo Zacarrelli Elias. No dia do embarque, o noivo da jovem a levou até o aeroporto de Guarulhos e não notou qualquer indício de que ela estivesse se sentindo mal.
Formada em Letras, Helen estava nos EUA há seis meses para aperfeiçoar seu inglês por meio de um programa de intercâmbio. De acordo com Elias, ela morava com uma família norte-americana e cuidava dos dois filhos do casal. “Ela era disposta, sempre alegre. Era o sonho da vida dela fazer esse intercâmbio nos Estados Unidos”, revela.
No dia 23 de dezembro, ela veio ao Brasil para passar o Natal e o Ano-Novo com a família em Palmital. O retorno definitivo estava previsto para ocorrer em junho. “Ela se casaria em novembro”, conta o tio. “Pode ser que tenha sido um mau súbito, que dizem que costuma acontecer em viagens aéreas longas”.
Translado
O tio de Helen informou que a agência brasileira responsável pelo intercâmbio da jovem mantinha contrato com uma empresa de seguros norte-americana que deverá cobrir parte do valor do translado do corpo para o Brasil, orçado por ele em mais de R$ 21,5 mil. “A seguradora já está em contato com o consulado”, declara. Ainda de acordo com Elias, o valor que deverá ser pago pelo seguro gira em torno de US$ 7.500,00, ou pouco mais de R$ 15 mil. Para que o corpo possa ser transportado ao Brasil, a família conta com a ajuda de amigos para levantar os R$ 6,5 mil restantes.