10 de julho de 2026
Nacional

Alckmin não descarta auxílio da PM para internar viciados

Marina Gama
| Tempo de leitura: 1 min

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (4) que as internações à força de viciados em drogas em São Paulo, que começam em 10 dias, poderão contar com o apoio da Polícia Militar.

Éder Azevedo

Alckimin cogita auxílio da PM na captura dos viciados

Questionado se ele usaria policiais militares para retirar os dependentes químicos das ruas e levar para tratamento contra a vontade, Alckmin não descartou a possibilidade. "Pode não ser necessário, pode ser necessário. Ninguém quer agredir ninguém, ninguém quer violentar ninguém", afirmou.

O novo projeto, que foi divulgado ontem e deverá ser implantado em até dez dias, pretende manter equipes na ruas da região central de São Paulo para abordar os dependentes químicos em "estado grave" e interná-los.

De acordo com o governador, a internação compulsória será usada nos casos mais graves, quando "a pessoa está correndo risco de vida, extremamente debilitada e com dificuldades de tomar decisões".

A ação deve iniciar com a primeira avaliação feita por médicos que estarão nas ruas e que definirão o estado de cada dependente. A partir disso, eles serão levados ao Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), onde um juiz analisará o parecer da equipe médica e decidirá se é o caso de internação compulsória.

Exames clínicos nesses dependentes poderão ser feitos no centro. Questionado como levaria o usuário de droga ao local para a realização dos exames e a a análise da Justiça, Alckmin se limitou a afirmar que a lei permite a interdição do usuário.

"Estamos procurando facilitar as coisas e dar condição para que todos possam ser socorridos", disse Alckmin.