08 de julho de 2026
Internacional

Lance Armstrong considera admitir que utilizou substâncias ilegais

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O ciclista Lance Armstrong, 41, que teve seus sete títulos do Tour da França retirados e que foi banido do esporte por doping , teria dito a funcionários da Agência Anti-doping dos Estados Unidos que está considerando admitir publicamente que usou substâncias proibidas e que fez transfusões de sangue durante sua carreira para melhorar seu desempenho.

Segundo matéria publicada no site do New York Times, pessoas ligadas ao atleta disseram que ele pensa em fazer isso para tentar persuadir as autoridades da agência para retomar sua carreira de ciclista.

Por mais de 10 anos, Armstrong negou que tenha usado substâncias ilegais mesmo depois que a acusação veio à tona, em outubro de 2012, quando a agência norte-americana detalhou o processo contra o atleta.

Armstrong estaria sob forte pressão para confessar ter usado as drogas. Apoiadores ricos da Livestrong, entidade fundada pelo atleta depois de sobreviver a um câncer de testículo, tentam convencê-lo a limpar sua consciência e salvar a organização de outros danos.

O advogado teria dito que a opção de confessar o doping não estava nos planos, mas que, pessoas ligadas a Armstrong disseram que ele demonstrou querer confessar e que conversou com a agência norte-americana anti-doping.

Armstrong teria se reunido com Travis Tygart, diretor-executivo da agência, para tentar atenuar a proibição de competir. Ele também estaria procurando se encontrar com David Howman, diretor-geral da Agência Mundial Anti-doping (Wada).

Herman negou que tenha havido a conversa com Tygart e também que Armstrong não procurou Howman.

Nenhuma das pessoas ligadas ao ciclista que passaram as informações para a reportagem queriam os nomes divulgados já que colocaria em risco o acesso à informação sobre o assunto.

Tygart teria se recusado a comentar. Howman, que estava em férias na Nova Zelândia, não teria respondido aos contatos.

Armstrong tem esperanças de competir na categoria triatlo, mas as competições são, muitas vezes, promovidas por organizações que aderem ao Código Mundial Anti-Doping.