10 de julho de 2026
Internacional

Juíza veta presença da imprensa em júri de estupro coletivo na Índia

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Uma juíza de um tribunal de Nova Déli decidiu nesta segunda-feira (7) que acontecerá a portas fechadas o júri dos acusados de terem estuprado uma universitária de 23 anos, no mês passado, em um ônibus da capital indiana. A jovem morreu em decorrência dos ferimentos sofridos. Cinco dos acusados participaram de uma audiência do caso, e houve tumulto.

O caso da universitária, que nunca teve a identidade revelada, comove a Índia há semanas. No dia 16 de dezembro, ela seguia de ônibus com o namorado, depois de ir ao cinema, quando foi atacada. Criminosos espancaram o casal, os despiram e estupraram a moça coletivamente, inclusive com uma barra de ferro, e, por fim, atiraram os dois pela janela do ônibus, ainda em movimento.

O sigilo foi concedido a pedido da promotoria. Informações preliminares dão conta de que quaisquer dados sobre os procedimentos só poderão ser divulgados mediante autorização judicial.

Nesta segunda-feira (7), a chegada dos suspeitos foi conturbada. A juíza responsável sobre o caso, Namrita Aggarwal, proibiu a entrada de câmeras, a pedido da promotoria, o que gerou uma corrida dos jornalistas para conseguir ver a audiência da tribuna da corte. Além dos profissionais da imprensa local e internacional, disputaram os lugares advogados e curiosos.

Do lado de fora, veículos de dezenas de emissoras lotaram as ruas dos arredores do tribunal.

"É impossível levar a cabo o processo, nessa situação", disse a juíza.

Na Índia, julgamentos relativos a casos de estupro já são, normalmente, fechados à imprensa, e a identidade das vítimas tem de ser preservada.