Em sua primeira reunião ordinária realizada na manhã de ontem na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, o Conselho Comunitário de Segurança Pública das regiões Centro e sul de Bauru (Conseg Centro-Sul) discutiu, junto a autoridades e ao prefeito Rodrigo Agostinho, a atividade que será o foco de suas ações para o início de 2013: a aprovação do Plano Municipal de Segurança Pública.
Entregue ao prefeito em dezembro, o plano passa por análise, mas de acordo com o próprio Rodrigo, deve ser aprovado e reenviado ao Conseg ainda nas próximas semanas para que as propostas sejam consolidadas e publicadas em Diário Oficial.
O plano, elaborado por diversos segmentos da sociedade, como as polícias Federal, Civil e Militar, Defesa Civil, Conselho Tutelar, entre outras entidades, enfoca diversos assuntos encarados como prioridades para a redução da violência e diminuição da sensação de insegurança no município, que segundo Pelegrino Bacci, presidente do Conseg Centro-Sul, estaria ligada, principalmente, a assuntos de responsabilidade da administração municipal.
Questões relativas à fiscalização da prefeitura quanto a imóveis abandonados, terrenos baldios, ocupação indevida de espaço público, ruídos e incômodos causados por bares, iluminação pública, infraestrutura dos bairros e tratamento de dependentes químicos são alguns dos temas contemplados.
Conforme Rodrigo Agostinho, após a aprovação do plano, a ideia é viabilizar a criação de um grupo para o acompanhamento dos trabalhos projetados e, posteriormente, trabalhar para a implantação de uma coordenadoria de segurança no município, que seria o elo entre os conselhos, a polícia e a administração pública.
Polêmica
Junto à aprovação do Plano Municipal de Segurança Pública estão assuntos polêmicos discutidos por vereadores na Câmara Municipal, como o projeto de implantação do convênio das atividades delegadas, que acabou barrado no ano passado.
A proposta define a parceria com o Estado para que policiais militares possam prestar serviço remunerado ao município durante períodos de folga ou férias.
Segundo explica o comandante interino do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I), major Marcelo Sanches, os policiais agiriam em atividades inerentes ao município, ao invés da contratação de uma guarda municipal armada.
“Os policiais trabalhariam fardados normalmente, mas agiriam como guardas, fiscalizando a ocupação de espaços e prédios públicos, podendo evitar e até agir contra criminosos”, comenta.