08 de julho de 2026
Internacional

Venezuela: OEA acata decisão do governo

Folhapress
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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou anteontem que “respeita cabalmente” a decisão das autoridades da Venezuela sobre adiar o juramento do presidente Hugo Chávez.

Insulza considera que o tema foi resolvido por Executivo, Legislativo e Judiciário venezuelanos. “As instâncias estão esgotadas. Por tanto, o processo que acontecerá no país é o que decidiram os três poderes”, disse, em entrevista em Santiago, no Chile. Ele não comentou diretamente sobre a denúncia da oposição sobre a posse, mas disse que a OEA só atua “quando há crise institucional entre os poderes de um Estado”, o que, para ele, não acontece no caso venezuelano.


Oposição lamenta

Oposicionistas venezuelanos lamentaram ontem que o secretário-geral da OEA tenha chancelado o adiamento por tempo indeterminado da posse do presidente Hugo Chávez e ressaltou que a organização só deveria ter se pronunciado depois de ouvir seus argumentos em uma audiência marcada para a próxima terça-feira.  Sem opções legais para contestar o início do novo mandato de Hugo Chávez sem a posse do esquerdista, integrantes da oposição venezuelana questionam agora os poderes do vice, Nicolás Maduro, sobre as Forças Armadas.

Maduro recebeu de Chávez uma série de prerrogativas, a maioria orçamentárias e financeiras, que lhe permitem tocar o cotidiano da administração sem maiores problemas. Seu status de vice, porém, não lhe dá permissão de ser comandante dos militares ou nomear ministros.


Chávez consciente

O presidente Hugo Chávez está “consciente da situação” e “se mantém em contato com sua equipe de governo”, afirmou ontem Ernesto Villegas, ministro da Informação da Venezuela, em entrevista.

“Quando um presidente está adormecido segue sendo presidente. Não podemos cair na armadilha de pensar que a Venezuela não tem um presidente”, comparou.