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Aceituno Jr. |
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Desta vez, rompimento de uma das duas adutoras de 24 polegadas atingiu o trecho de ferro fundido, mais resistente |
Em torno de 55 mil moradores de Bauru terão dificuldades em encontrar água na torneira pelo menos até o final do dia de hoje. Uma das duas adutoras da Estação de Tratamento de Água (ETA) do rio Batalha voltou a romper, a terceira ocorrência em quatro meses. Com isso, quem não tiver reservatório abundante em casa vai enfrentar desabastecimento.
Desta vez, a adutora de 24 polegadas que “conduz“ a água bruta do leito do Batalha até a Estação de Tratamento de Água, no Jardim Ouro Verde, rompeu em ponto inesperado: de ferro fundido. É exatamente o trecho de ferro fundido que vinha se mostrando mais resistente ao tempo e uso no histórico da ETA.
Segundo a assessoria de imprensa do DAE, por volta das 16h50 de ontem servidores da Divisão de Produção constataram que a adutora de 24 polegadas localizada na captação de Água do Rio Batalha estava rompida. Em decorrência, os bairros Terra Branca, Vila Independência, Vila Falcão, Jardim Ouro Verde, Jardim Aeroporto, Jardim América, Altos da Cidade, Centro, Vila Cardia, Santa Cândida, Vila Dutra, Vila Industrial e Jardim Bela Vista poderão ter o abastecimento de água prejudicado.
Ainda ontem, equipes da manutenção da autarquia estavam efetuando o reparo no novo trecho rompido da adutora. A intervenção operacional atinge a tubulação a 1,60 metro de profundidade. O rompimento de 50 centímetros de comprimento por 40 centímetros de largura exige limpeza e solda. De acordo com a Divisão de Produção de Água do DAE, o restabelecimento normal do abastecimento nos bairros listados deverá ocorrer amanhã a noite.
Em razão disso, o DAE solicita economia de água aos consumidores desses bairros, destaca a importância das caixas d’água nos imóveis serem compatíveis com o volume médio de consumo das famílias e disponibilizará caminhão-pipa através do telefone 08007710195, obedecidas a ordem de prioridade e cronologia das solicitações.
Terceiro rompimento
O DAE atua, desde setembro do ano passado, quando a adutora da ETA rompeu em outro ponto (mais próximo da área de tratamento no Jardim Ouro Verde), para a troca de um trecho total de 250 metros (com tubo em fibra de vidro).
É exatamente esse trecho que vinha se mostrando mais vulnerável à ação do tempo e da forte pressão exercida pela água, captada em volume de 550 litros por segundo no leito do Batalha. A água bruta é captada no Batalha e levada à ETA por duas adutoras de 24 polegadas.
Dois registros permitem a manobra de interromper o “caminho da água” por uma via, mantendo o abastecimento pela outra metade do sistema. O DAE revisou o registro no final do ano passado, quando uma via do sistema rompeu no trecho de 250 metros em fibra de vidro.
O diretor de produção do DAE, Igor Fournier, argumenta que serão investidos cerca de R$ 250 mil para eliminar a parte de fibra de vidro nesse sistema. “O orçamento para substituir todo esse trecho que tem se mostrado mais vulneral já foi feito e vamos substituir”, contou esta semana ao JC.
Ou seja, o trecho em fibra de vidro, de 250 metros, rompeu em um ponto em setembro de 2012 e, em dezembro passado, em outro ponto bem próximo. Mas a ocorrência de ontem ampliou o alerta operacional, já que agora o sistema apresentou avaria exatamente na parte que, embora antiga, resistia mais: de ferro fundido.
Poço Cardia
Ontem, técnicos do DAE constataram que a bomba do Poço Cardia (UP-49), localizado na avenida Cruzeiro do Sul, quadra 2, apresentou sobrecorrente elétrica, alterando seu parâmetro de funcionamento. A troca do equipamento foi feita e a previsão é que o restabelecimento ocorra hoje de manhã.
Segundo a Divisão de Produção e Reservação de Água do DAE, os bairros Higienópolis, Jardim Brasil, Jardim Panorama e Vila Cardia, que são abastecidos pelo citado Poço, não sofrerão desabastecimento, pois também recebem água do Rio Batalha e Poço Cruzeiro Sul (UP-27).