11 de julho de 2026
Internacional

Um mês após legalizar aborto, Uruguai registra 200 procedimentos

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Um mês após a lei que permite a interrupção da gravidez nas primeiras 12 semanas de gestação entrar em vigor o Uruguai realizou 200 abortos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pelo vice-ministro da Saúde, Leonel Briozzo.

De acordo com Briozzo, a maioria dos procedimentos foi feita na capital, Montevidéu e através da rede privada de saúde.

"Não foi registrado nenhum tipo de complicação nos procedimentos que foram realizados ao longo de todo o território uruguaio", disse Briozzo.

O vice-ministro comentou que poderá haver uma revisão no período entre o pedido do aborto e a realização do procedimento. "A lei estabelece cinco dias de reflexão, mas é necessário ajustar o prazo de acordo com a implementação da lei", disse.

No Hospital Público Pereira Rossell, a maior maternidade do país, entre 10% e 20% das mulheres que se inscreveram para o procedimento resolveram levar a gravidez adiante.

A implementação da lei --precedida de polêmica-- encontrou outras dificuldades como dezenas de médicos que se negaram a realizar os procedimentos. Cerca de 30% dos ginecologistas apresentaram recurso contra a norma alegando objeção de consciência.

Na cidade de Salto (noroeste) todos os médicos alegaram objeção de consciência e as mulheres da cidade tiveram que viajar para realizar o procedimento.

A lei prevê não penalizar a interrupção da gravidez nas 12 primeiras semanas de gestação. Para realizar o aborto a mulher deve conversar com uma equipe interdisciplinar --que vai informá-la sobre os riscos, alternativas, programas e apoio à maternidade e à adoção. Após cinco dias de "reflexão" a paciente poderá fazer o aborto.