08 de julho de 2026
Geral

Economizar sem racionar

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Racionalizar sem racionar. Essa é a filosofia implantada não apenas por especialistas com formação na área, mas também por gente que aplica conceitos de economia doméstica de forma empírica, mas eficiente. É o caso da professora aposentada Ana dos Santos Pereira que admite o freio de mão puxado sem, entretanto, passar por “mão fechada”.

“Escorpião, só no signo”, brinca, sobre o antigo jargão de que pessoas econômicas teriam o aracnídeo “escondido dentro do bolso”.

Disciplinada desde a adolescência, ela conta que o senso de organização financeira ficou ainda mais aguçado quando assumiu as rédeas monetárias do lar. “Há muito tempo sou disciplinada, aprendi a ser assim ainda com meu pai,  mas após assumir o papel de provedora em casa me planejei ainda mais”, avalia ela, que mora com as duas filhas.

A chave, hierarquiza, é priorizar compromissos, guardar para imprevistos, comprar o necessário e, em quarto lugar, gastar com o que pode ser considerado supérfluo. “É preciso ser forte para controlar os impulsos, todo mundo gosta de comprar. O diferencial está em não gastar em nada que extrapole os nossos limites, principalmente no cartão, que atiça”, considera. 

Até mesmo pessoas com formação no ramo,  volta e meia, pedem conselhos à professora aposentada de Língua Portuguesa. “Tem gente que se impressiona e pergunta como consigo as coisas que tenho economizando. Não tenho muito, mas tudo o que consegui foi na base da disciplina”, atribui. “Sou controlada, mas como e visto bem, minhas filhas também sempre tiveram o melhor”, orgulha-se.

Outra forma de evitar aborrecimentos é fugir de financiamentos longos, aconselha a professora. “Não financio carro em sessenta meses. Prefiro aguardar, juntar um dinheiro, e dar uma entrada maior”, opta ela, que, desta forma, conseguiu comprar três carros. “Consigo fazer de tudo, dentro de um padrão, é claro. Apenas fujo do que é desnecessário. Assim oriento minhas filhas também”, acentua.

“Tenho uma casa financiada, mas em parte paga com recursos do FGTS. É mais negócio”, considera ela, que separou o 13º salário para o IPVA, à vista.