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João Rosan |
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Ontem rompeu mais um ponto de fibra de vidro da adutora, cujos 250 metros o DAE anunciou que trocaria em setembro de 2012 |
Pela quarta vez em apenas quatro meses, sendo duas ocorrências em intervalo de apenas dois dias, os bauruenses terão de se desdobrar para enfrentar a falta d’água nas torneiras. A adutora que leva água bruta do Rio Batalha para a Estação de Tratamento de Água (ETA) voltou a romper na manhã de ontem e o abastecimento só deve ser plenamente normalizado na madrugada de amanhã.
Ao todo, podem ser afetados pelo problema cerca de 70 mil moradores dos bairros Terra Branca, Vila Independência, Vila Falcão, Jardim Ouro Verde, Jardim Aeroporto, Jardim América, Jardim Estoril, Altos da Cidade, Centro, Vila Cardia, Santa Cândida, Vila Dutra, Vila Industrial, Vila Universitária e Jardim Bela Vista. Desde setembro do ano passado, esta é a quarta vez que a mesma adutora, de 24 polegadas, se rompe.
A última ocorrência foi registrada na tarde de anteontem em um trecho de ferro fundido. Equipes de manutenção do Departamento de Água e Esgoto (DAE) trabalharam até a madrugada de ontem para efetuar o reparo, com previsão de que a distribuição fosse normalizada hoje à noite.
Porém, assim que as bombas foram religadas, a pressão da água acabou rompendo a tubulação em outro ponto, num trecho de fibra de vidro, bem próximo ao que apresentou o mesmo problema no dia 1º de janeiro. Ainda em setembro do ano passado, quando um ponto da mesma fibra de vidro rompeu, o DAE prometeu trocar os 250 metros do tubo. Até agora isso não foi feito.
“Todos os procedimentos foram feitos corretamente, mas a rede é muito antiga (de mais de 40 anos), feita de material que já não se usa hoje em dia. Por isso, acabou não resistindo”, repete, mais uma vez, Manuelino Câmara Filho, diretor da Divisão Técnica do DAE. Nos bastidores, porém, a informação repassada à redação é de que o procedimento operacional na religação do sistema pode não ter sido, novamente, realizado de forma correta.
A previsão era de que o conserto fosse concluído até às 23h de ontem e que a água voltasse para todas as casas até a madrugada de amanhã.
Manobras
De acordo com Manuelino, a adutora rompeu quando a segunda das quatro bombas de captação de água foi religada, momento em que ainda não estava recebendo toda a pressão que deveria suportar. O diretor garante que todas as manobras foram realizadas pela equipe para evitar que o rompimento acontecesse.
“Cada bomba é religada com volume pequeno de água, que vai aumentando gradativamente, até ganhar potência total. Temos um controle de amperagem para este procedimento. Da mesma forma, temos uma válvula de alívio (ou ventosa) que é acionada automaticamente para permitir a saída de ar quando a adutora vai sendo tomada pela água”, explica.
Em matéria recente publicada pelo JC, o diretor da Divisão de Produção e Reservação de Água do DAE, Igor Fournier, afirmou que o DAE fará, ainda neste ano, a substituição do trecho mais vulnerável da adutora que leva água bruta do Rio Batalha para a ETA. A aquisição de uma tubulação nova, de cerca de 250 metros de comprimento, feita em ferro dúctil, está orçada em cerca de R$ 250 mil. Mas a expectativa é de que as obras possam começar em cerca de 90 dias.
Em razão do desabastecimento, o DAE solicita economia de água aos moradores dos bairros atingidos, destaca a importância de as caixas d’água dos imóveis serem compatíveis com o volume médio de consumo das famílias e informa que disponibilizará caminhão-pipa através do telefone 0800 77 101 95, obedecendo a ordem de prioridade e cronologia das solicitações.