A construção de uma passarela na Avenida Nações Unidas é colocada como uma saída para minimizar o perigo gerado pela teimosia de pedestres que realizam a travessia fora da faixa na Avenida Nações Unidas, na altura do Parque Vitória Régia. A afirmação foi feita pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) em entrevista à TV Câmara de Bauru em estúdio, durante avaliação de problemas da cidade, na última semana.
A parte da avenida citada por Rodrigo já possui um viaduto, onde a Avenida Duque de Caxias passa sobre a Nações, e também um semáforo de pedestres, na quadra 17 (em frente ao Supermercado Paulistão). “Eu vou pedir para a Emdurb elaborar projeto de passarela na Nações Unidas nesse trecho perto do Parque Vitória Régia. Tem semáforo específico para pedestre mais abaixo, depois do viaduto da Duque. Mas na parte de cima a pista é bastante larga, com canteiro maior e os pedestres não se deslocam até as faixas, que ficam um pouco mais distantes. Esse trecho é muito perigoso, tem muito acidente ali”, disse o prefeito. (leia matéria sobre acidentes nesta página).
Sobre a viabilidade técnica de uma passarela na Avenida Nações Unidas, o encarregado de planejamento viário da Emdurb, Aníbal dos Santos Ramalho, destaca que o único ponto possível para abrigar uma obra como esta seria mesmo na região do Parque Vitória Régia. “Para fazer uma passarela existe a necessidade de se observar o desnível. Na região do parque, a alça sentido bairro-centro já está em um patamar mais elevado que a pista principal, isso seria um fator que facilitaria. Mas depende de estudo, para saber se realmente é viável”, lembrou.
Enquanto discute o problema de travessia no trecho acima do viaduto, a área de planejamento de trânsito da Emdurb informa que há ação em andamento para a outra parte, mais abaixo. De acordo com o engenheiro encarregado Aníbal Ramalho, a implantação de semáforo em mais dois cruzamentos deve sanar o problema da travessia de pedestres entre o viaduto da Duque de Caxias e a Avenida Rodrigues Alves.
“Nossa intenção é implantar mais dois semáforos, um no cruzamento com a Rua Benjamin Constant e outro com a Rua Conselheiro Antônio Prado, formando um sistema binário, sem conversão à esquerda. Quem quiser fazer a conversão, vai precisar entrar uma rua entes e passar pelo cruzamento. Essas alterações incluem o fechamento do canteiro central na altura da Rua Constituição. Tudo isso certamente vai melhorar para a travessia de pedestres também”, explicou Ramalho.
O engenheiro viário não fez prognóstico sobre o prazo para implantação desses dispositivos. “Nesses dois cruzamentos já existe o número mínimo de veículos necessários para se instalar semáforo”, mencionou.
Outros pontos
Segundo Ramalho, outras regiões da cidade possuem entrave com relação à travessia de pedestres. “Na Avenida Rodrigues Alves, no trecho que passa pelo Centro, resolvemos o problema com a instalação de semáforos de pedestres, mas na Duque de Caxias não conseguimos fazer isso. É uma avenida que já está saturada, e implantar este tipo de semáforo complicaria ainda mais o trânsito. No início da avenida, na rotatória de acesso à Vila Falcão, temos o pior trecho do trânsito de Bauru hoje”, relatou.
“Outra avenida que já preocupa é a Nuno de Assis, tanto pelo fluxo de veículos perto do viaduto da Rodovia Marechal Rondon, para acessar o Núcleo Mary Dota, como também no que diz respeito à travessia de pedestres ao longo da via. Há uma dificuldade natural ali por conta do rio, que está entre as duas pistas, e precisamos implantar rampas de acessibilidade, como estamos fazendo na Avenida Getúlio Vargas. Aliás, na Getúlio futuramente será necessário implantar um semáforo de pedestres na altura da Praça da Copaíba”, revelou.
Nações Norte
Em relação ao uso das passarelas para equacionar o problema da travessia de pedestres, Ramalho vê esta como alternativa futura para a Avenida Nações Unidas Norte, inaugurada em 2011. “Hoje ainda não existe tanta demanda, mas no futuro pode ter. Além disso, é uma avenida ampla, que permite a colocação de uma passarela, especialmente no trecho do futuro parque, ali é um ponto viável para a instalação de passarela”, destacou Ramalho.
Questão cultural
O engenheiro fez questão de frisar que o problema do trânsito envolve um aspecto cultural: as pessoas preferem utilizar carros e motocicletas em substituição ao transporte coletivo.
Além disso, a Emdurb sempre faz trabalhos de conscientização do trânsito com a população. “Sempre fazemos campanhas educativas, junto a escolas e outras entidades, existe um setor na Emdurb que cuida disso. Sem consciência da população o trânsito não vai melhorar, isso vale para motoristas e pedestres, sem contar que a ideia é que se utilize mais o transporte coletivo em detrimento do individual”, ponderou.