Havana - Cubanos lotaram ontem agências de viagens e escritórios de migração da ilha no primeiro dia da reforma migratória, que eliminou a exigência de uma “autorização” dada pelo governo para permitir viagens ao exterior em vigor há 50 anos.
Os dissidentes de Cuba mostraram ceticismo em relação à reforma migratória.
Eles acreditam que o controle será feito através da renovação dos passaportes, etapa obrigatória para conseguir a permissão para as viagens ao exterior. Os opositores dizem que o regime comunista não renovará o documento dos adversários políticos.
Uma delas é a blogueira Yoani Sánchez, que foi hoje a um escritório de imigração do governo em Havana pedir a permissão para um novo passaporte. O prazo apresentado pelo governo foi de 15 dias, mas ela se mostra cautelosa.
“Perguntei aos funcionários se eu poderia viajar e eles me disseram que sim, mas só vou acreditar quando estiver dentro do avião. Tenho esperança, mas mantenho a cautela”.
A líder das Damas de Branco, Berta Soler, disse que queria viajar a Estrasburgo, na França, para receber o prêmio Sakharov, do Parlamento Europeu, que o grupo opositor ganhou em 2005. Elas não pegaram a honraria devido às proibições do governo cubano.