A ossada humana encontrada na manhã do último sábado em meio a uma mata fechada existente nas proximidades do Cemitério Jardim do Ypê será submetida a exame de DNA. Nos casos em que a morte da vítima não está definida, é procedimento de praxe da Polícia Civil coletar amostra de material biológico para análise, segundo informou o delegado Kleber Granja, titular da Delegacia Investigações Gerais (DIG).
“A ossada foi liberada para que a família (do programador Ricardo Luiz Villela, 38 anos) pudesse fazer o sepultamento, mas o DNA será extraído para confrontação com o sangue dos familiares”, frisa.
Como a hipótese de homicídio não é a mais provável, o caso, no entanto, inicialmente não será encaminhado para a DIG, a não ser que o laudo necroscópico comprove a existência de indícios de agressão. “Os documentos pessoais (de Villela) estavam no local. Mas, geralmente, quando um criminoso quer ocultar um cadáver, ele se desfaz desses documentos, justamente para tentar dificultar a identificação”, aponta Granja.
Até agora, a principal hipótese considerada é de suicídio por enforcamento, já que uma corda de varal amarrada a uma árvore foi encontrada próxima à ossada. Ainda ontem, o 3º Distrito Policial (DP), responsável pela área onde a ossada foi localizada, no Parque das Nações, deveria ser oficialmente comunicado sobre a identificação dos restos mortais.
Preliminarmente, o reconhecimento de que o corpo seria de Villela foi feito por familiares por meio de documentos pessoais e do aparelho celular que estavam com a vítima. Até a identificação extraoficial, as investigações sobre o desaparecimento foram conduzidas pelo delegado Dinair José da Silva, titular do 1º DP.
De acordo com ele, as equipes trabalharam exaustivamente no caso, sem conseguir localizar o programador, que sumiu no dia 2 de dezembro de 2011. “Realizamos inúmeras diligências, considerando as mais diversas hipóteses com base nas informações fornecidas pela família. Ele era um rapaz muito reservado e ninguém sabe, ao certo, o que poderia tê-lo levado ao suicídio”, observa.