10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

?Nojo da política brasileira?


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"Nossa fantástica realidade", artigo escrito pelo jornalista Zarcillo Barbosa, JC de 13/01/2013, foi esplêndido ao apontar com sabedoria o desabafo de Zeca Pagodinho que, desapontado devido à tragédia vivida na cidade do Rio, quando residências e pessoas foram arrastadas pela enxurrada, exclamou: "Tenho nojo da política brasileira". Eu concordo em número e gênero.

Acrescento, ainda, envergonhado com a nossa política e o cenário apresentado em alguns setores. Por exemplo, os mares, as praias estão impróprias para o banho e até mesmo para andar descalço na areia por conta da contaminação por falta de gestão pública e vergonha na cara dos gestores. Os mares e quase toda sua orla estão contaminados em razão da podridão política que muitos, ao serem eleitos, agem em interesses próprios e corporativos, "companheiros". Você pode até pensar ou dizer: "Eu não vou à praia". Mas digo: "Mas come sardinha contaminada". Aprenda a escolher o seu representante!

Aos artistas, cantores, atores, apresentadores, jornalistas, professores e outros mais, todos são ícones da sociedade, portanto, saiam do anonimato! Vá a campo, faça como fez o ilustríssimo Zeca Pagodinho, dê o seu quinhãozinho, a sua contribuição à sociedade, desabafe, critique, mostre a realidade, porém, seja transparente e imparcial.

Precisamos entender que a política atual inverteu os valores da sociedade. Quando você vê um motorista, um ascensorista do governo federal (Senado) ganhando salário de R$ 10 mil por mês - Tribuna do Leitor de 13/01/13 - e um professor, enfermeiros ou outros profissionais que, em busca dos valores esquentaram os bancos de uma universidade por cinco anos ou mais, muitos trabalhando e estudando e muitos pagando o seu próprio estudo com o seu próprio ganho, não conseguem ganhar R$ 4 mil de salário ao mês, então, ou olhamos o Brasil com visão de futuro ou vamos padecer, porque hoje o carro está puxando o burro. Não estou menosprezando nenhum profissional, todos têm direito ao Sol, mas é preciso avaliar os esforços de cada semelhante, a profissionalização, os valores são ímpares. Acorda, Brasil!

Antonio Carlos Rodrigues