09 de julho de 2026
Nacional

Telefonia celular lidera lista de reclamações no Procon

Por Renata Agostini | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Reuters

Em 2012, foram 172.119 “demandas” sobre telefonia celular

Brasília - As empresas de telefonia celular tomaram a dianteira em 2012 no ranking de atendimentos do Sindec, o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, que congrega as informações de mais de 2 milhões de atendimentos feitos por 441 Procons do País. Em 2011, o líder do ranking havia sido o seguimento de cartões de crédito.

As informações foram divulgadas ontem pela Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça.

Durante o ano passado, o sistema recebeu 172.119 “demandas” sobre telefonia celular - ou 9,17% do total de atendimentos. Em segundo lugar, vieram os bancos comerciais, com 169.427 atendimentos (9,02%); companhias de cartão de crédito, com 154.501 (8,23%); telefonia fixa, com 125.403 (6,68%); e financeiras, com 97.032 (5,17%).

A Secretaria Nacional do Consumidor classifica como “demandas” os atendimentos feitos pelos Procons, e não como “reclamações”, porque há consultas que não terminam na abertura de processos administrativos pelo órgão e são resolvidas apenas com o esclarecimento de informações aos consumidores.

A participação do setor de telecomunicações no total de atendimentos - telefonia celular, fixa, TV por assinatura e Internet - saltou de 17,46% para 21,7%, o maior crescimento. O setor financeiro, contudo, que reúne bancos comerciais, cartão de crédito, financeiras e cartão de lojas, seguiu com a maior parcelas das demandas: 23,85%.

Segundo a secretária nacional do consumidor, Juliana Pereira, os dois setores farão parte da agenda prioritária de ações do órgão em 2013, ao lado do setor de produtos (fabricantes e vendedores). “Os três setores equivalem a 61,7% da agenda dos Procons em 2012. Os dados do Sindec ditam a agenda, análise e intervenção nos setores. É o que pauta o nosso trabalho”, afirmou.

O número de atendimentos feitos pelo Sindec cresceu quase 20% em 2012, saltando de 1,7 milhão para pouco mais de 2 milhões.