08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O nosso joio e a nossa justiça


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De acordo com a nova ordenação da Secretaria de Direitos Humanos Federal, para a Segurança Pública de nosso Estado, de modo a não efetuar socorro aos feridos em confronto policial e em crimes graves (JC), esse atendimento deve ser realizado por socorro especializado (Samu).

Neste aspecto, é uma excelente determinação, inclusive para com a própria conduta policial, para que não tenda a tornar-se como o próprio criminoso (marginal), por existir no auge, o calor, a ansiedade e a instância do perigo de sua própria vida.

Quanto ao infeliz bandido, o Estado e a todos nós temos que responder pelo direito à vida, como um ser humano, uma alma que só dará conta ao nosso Criador por seus atos; e em referência a isso há o diálogo bíblico do Senhor Jesus, com os seus discípulos que disseram: " Quereis pois que vamos arrancá-los? Porém Ele lhes disse: Não, para que ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele" ? São Mateus, 13. 28, 29).

Queremos alijar (liquidar) as formas de mal e os que nos são contrários, e isto pode até ser realizado por outrem, mas que nos fazem sermos injustos, ao praticarmos nossas próprias justiça, como um "tribunal do crime", formado por um júri ultra duvidoso. O caminho é engrossarmos este atual clamor público, por uma justiça real e exemplar, mesmo que seja necessário cem milhões de assinaturas, contra essa ineficácia judiciária, que apenas faz atrair cada vez mais os nossos jovens e petizes para esse submundo do crime e ainda se fazem inimputáveis (uma hipocrisia oficializada) por nossa justiça, que desse modo tende a complicar o bom trabalho policial.

Carlos Roberto dos Santos