09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"Conluio..." e outros que tais


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Já estava estranhando que nenhuma voz se fizesse ouvir a respeito dos fatos acontecidos em Bauru nessa questão de alteração de ZICS.

Até que uma voz se levanta, a do professor José Xaides, da Unesp, e define bem o fato como "conluio imobiliário", dia 26 p.p., na coluna Opinião. Deixando para todos nós as perguntas que não querem calar e exigem uma resposta.

Também esta Tribuna do Leitor, dia 27, recebe as palavras do senhor Adalgiso Witzel, morador do Pagani, onde ressalta o abandono de outras áreas da cidade não tão privilegiadas, certamente por não ter moradores "mais iguais" (o grifo é meu).

Cobra, cheio de razões, a falta vergonhosa de acessos decentes interbairros, o que parece ser a vocação dessa cidade, ou melhor, de suas administrações (?).

Também a coluna Opinião de 29 de dezembro, em Promessas e propósitos, o advogado José Fernando da Silva faz um balanço de 2012 e lembra as palavras de José Xaides sobre a alteração a toque de caixa pelos nobres edis, da legislação municipal e clama por "desdobramentos corretivos". Não sou entendido em leis, porém, infelizmente, com a aceleração (não por acaso) dos acontecimentos ? venda dos terrenos -, creio ficar difícil uma reviravolta, os especuladores agradecem... Não seria o caso do Ministério Público, sempre tão atento, se interessar pelo acontecido?

Para tentar jogar uma cortina de fumaça sobre o fato, vem com a afirmação de que teve cunho social, pois havia muitas casas do Minha Casa, Minha Vida em situação irregular. Ora, só agora perceberam? Só agora se lembraram deles, os menos favorecidos?

É sempre assim, em todos os setores. Critérios discutíveis como os recorrentes recapeamentos asfálticos na cidade. Um exemplo entre dezenas é o recapeamento total da rua Fuas de Mattos Sabino de piso em perfeitas condições (ahhh...onde é?).

Em compensação, temos uma rua que é um corredor de alívio ao trânsito saturado da Duque, que é ignorada pela administração. Trata-se da rua Vereador Joaquim da Silva Martha, que está uma lástima, principalmente na região mais baixa, onde o que existe de depressões no piso é de enervar qualquer um, trazendo riscos ao trafegar. Depressões estas, testemunhas do péssimo serviço tapa-buracos da cidade.

Pergunto-me porque o prefeito não viaja com o secretário de obras, ou outro que seja responsável pelo "serviço", até um país que faça um trabalho decente para aprender. Assim como fizeram antes de criar as ciclovias. A Colômbia é logo ali né? Será que lá também tem excelência em tapa-buracos?

Julio Fernandes de Almeida