Quando os dias de folia de Momo chegarem, os moradores dos bairros atingidos pela chuva desta semana poderão comemorar. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, a previsão é de que os serviços de recuperação dos locais mais prejudicados pelo temporal que castigou Bauru sejam concluídos até o Carnaval.
O prazo, estipulado em quase de 30 dias, já considera o período em que os serviços terão de ser paralisados por conta de esperadas novas precipitações, desde que elas não causem maiores estragos. “Esta é a estimativa para as áreas mais afetadas. Mas, se tivermos de refazer o serviço, pode demorar mais. Em toda a cidade, o trabalho de recuperação irá até o final de março”, observa o titular da pasta, Eliseu Areco Neto.
De acordo com ele, os maiores prejuízos foram registrados na região noroeste da cidade, principalmente no Parque Jaraguá, Parque Val de Palmas e Santa Edwirges, Parque Santa Cândida e Jardim Andorfato. Na zona norte, os principais problemas ficaram concentrados no Jardim Araruna e Pousada da Esperança; na zona leste, no Jardim Tangarás; na zona oeste, Parque Viaduto e Vila Industrial; e, na zona sul, Parque das Nações.
Areco explica que a principal demanda é por terraplanagem de ruas de terra, que foram tomadas por buracos e erosões. Ainda ontem, a secretaria conseguiu consertar a galeria que rompeu com a força da água na quadra 1 da rua Maurícia Pereira de Lima, no bairro Pousada da Esperança 2.
Pontos prioritários
Após o reparo, as equipes ainda efetuaram a terraplanagem de toda a quadra, que havia ficado erodida. Na rua Aparecida, no Centro, onde houve afundamento de asfalto por conta de rompimento de tubulação, o pavimento também já foi restaurado.
Estes eram dois pontos destacados como prioritários pela secretaria. Conforme Areco, na maioria dos casos, a recuperação será realizada assim que a chuva cessar e voltar a fazer calor na cidade.
“O solo ainda está muito molhado. Mas, se o tempo ficar firme, já começamos amanhã (hoje) os serviços de recomposição de ruas de terra e de tapa-buracos nas vias de asfalto. Hoje (ontem), realizamos os serviços de limpeza de algumas ruas que foram invadidas por terra”, frisa.
Nas imediações do Centro de Detenção Provisória (CDP), por onde corre água da chuva, a secretaria também irá aterrar uma erosão que foi aberta durante o temporal de anteontem. Ainda ontem, uma residência no Parque Val de Palmas também foi atendida.
O imóvel, construído abaixo do nível da rua, foi invadido pela enxurrada, mas, segundo informa a pasta, os serviços de recuperação da via já foram concluídos ontem. Apesar de todos os transtornos, nenhuma casa ficou danificada e nenhum morador ficou desabrigado.
A CPFL foi consultada sobre os trabalhos de reparo realizados em Bauru por conta de interrupções de energia registradas durante a chuva – como nas Chácaras Cardoso, conforme noticiou o JC -, mas a empresa concessionária não se manifestou até o fechamento desta edição.
A quem recorrer
Casos de emergência são atendidos pela Defesa Civil no (14) 9651-0304 ou pelo 193, telefone do Corpo de Bombeiros.
Para a recuperação de ruas e acessos é preciso acionar a prefeitura pelo (14) 3235-1000 ou a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) pelo (14) 3235-1326.
Para casos de vazamento de água e esgoto, entrar em contato com o DAE pelo telefone 0800-7710195 (24 horas) ou na seção de fiscalização da autarquia pelo (14) 3235-6123.
Alfredo Maia aterrada
Palco constante de alagamentos, a quadra 1 da avenida Alfredo Maia será aterrada pela Secretaria de Obras ainda neste ano. De acordo com o titular da pasta, Eliseu Areco Neto, a previsão é de que os trabalhos comecem dentro de seis meses.
A intenção é aterrar a via para que possa receber, sem transtornos, o fluxo de água vindo do viaduto Mauá. “Hoje, a avenida está no nível do rio. Será necessário mais ou menos um metro de aterro para fazer o encaixe com a altura em que está, hoje, o viaduto”, pontua.
Conforme o JC divulgou ontem, outro trecho frequente de problemas, a passagem da avenida Nações Unidas sob o viaduto da Fepasa, ficou incólume à chuva. O ponto de alagamento só foi extinto graças à obra de drenagem realizada como contrapartida para a construção do Boulevard Shopping Nações.