09 de julho de 2026
Internacional

Barack Obama pode ter o mais difícil segundo período em décadas

Folhapress
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Washington - Muito pouco da Washington invernal e vazia desta véspera da segunda posse de Barack Obama, oficializada amanhã, lembra a cidade que assistiu em ebulição à posse do presidente em 2009 - um prelúdio do que pode ser o segundo mandato mais difícil para um líder dos EUA em décadas.

Ainda que a vitória nas urnas em 2012 tenha sido maior que a esperada - Obama foi o primeiro presidente em mais de 50 anos a obter mais de 51% do voto popular duas vezes -, a Casa Branca continua enfrentando extrema polarização política, divisão do Congresso, onde a ala radical republicana comanda a Câmara, economia tépida e uma lista de batalhas por iniciar.

Analistas divergem quanto a um tom mais ou menos catastrófico para os próximos quatro anos, mas praticamente todos concordam que Obama só deverá aprovar medidas diluídas, à exceção talvez da reforma migratória. “A Casa Branca pode esperar a mesma intransigência da oposição vista no primeiro mandato”, afirmou à reportagem Barak Hoffman, diretor do Centro para Democracia e Sociedade Civil da Universidade Georgetown. Se os republicanos não ficaram mais conciliadores, Obama, que não precisa mais correr atrás de votos, sinaliza atuação bem mais agressiva.

Desde novembro, já mostrou isso em algumas ocasiões: defendendo veto a certos tipos de armas e munição, indicando que vai acelerar a retirada do Afeganistão e insistindo no nome do ex-senador republicano Chuck Hagel para a Defesa, apesar da oposição dos neoconservadores.

Institucionalmente, porém, a oposição ainda tem os votos para barrar iniciativas.