08 de julho de 2026
Internacional

Desigualdade continua alta na China

Reuters
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Pequim - O chefe do Departamento Nacional de Estatísticas da China, Ma Jiantang, disse que o regime comunista deveria promover reformas para reduzir as disparidades entre ricos e pobres, um assunto que autoridades chineses há anos se negam a enfrentar.

Ao divulgar um indicador recalculado, Ma disse que a desigualdade continua “relativamente grande”. A medição é feita pelo chamado coeficiente de Gini, que no caso chinês teve uma redução apenas modesta nos últimos anos - de 0,491 em 2008 para 0,477 em 2011 e 0,474 em 2011.

Nesse índice, o 0 representa a igualdade máxima, e o 1 seria a concentração total de renda. Analistas dizem que índices superiores a 0,4 refletem uma situação em que insatisfações sociais podem explodir.

“Essa curva do coeficiente de Gini demonstra a urgência para que o nosso país acelere a reforma no sistema de distribuição de renda, para reduzir a disparidade entre ricos e pobres”, disse Ma a jornalistas numa entrevista coletiva sobre o desempenho econômico chinês em 2012.

Segundo ele, os coeficientes dos últimos anos, entre 0,47 e 0,49, mostram que “a disparidade na distribuição de renda é relativamente grande”.

A China não fornecia seu coeficiente de Gini oficial desde 2005, alegando que calculá-lo era muito difícil em função da grande sonegação nas declarações de renda, especialmente dos mais ricos.

Na China, a disparidade econômica entre a mão de obra urbana e rural complica ainda mais o cálculo.