08 de julho de 2026
Geral

Prefeito defende financiamento para construção de reservatórios

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) defende a contratação de financiamento de curto prazo para que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) possa realizar o plano de perfurar 11 poços profundos e construir 13 reservatórios. O plano 2013-2016, apresentado à Câmara Municipal de Bauru em audiência pública no final do ano passado, integra o volume de reservação e produção adicional considerados necessários pelo DAE para resolver a deficiência atual de demanda.

“Acho que o DAE reúne condições financeiras favoráveis para contratar financiamento de pelo menos a metade do plano, em um total de R$ 10 milhões, para pagamento a juros menores que o de mercado em projeto junto ao Ministério das Cidades em prazo curto. Isso resolveria a demanda presente. Paralelo a isso, a ideia é avançar com o estudo da barragem. A cidade não pode depender da perfuração de poços porque o abastecimento é finito nesse sistema. A reservação e preservação dos rios é a saída”, defende Agostinho.  

O DAE foi até o Ministério das Cidades para solicitar recursos para a perfuração de 11 poços e construção de 13 reservatórios. O pedido em Brasília (DF) quebra jejum de pelo menos 20 anos com ausência de projetos em escala na área de abastecimento para serem disputados com outras cidades no governo federal.

“Nós apresentamos solicitações para a produção de água de cerca de 200 metros cúbicos por unidade. Hoje temos deficiência em vários setores da cidade. O DAE está com plano em andamento de setorização e com plano de ação onde está inscrito continuar as etapas de reforma da ETA, por exemplo, e o investimento em telemetria. Mas sem reservação e novos poços o problema atual continuará”, aborda o diretor Igor Fournier.

Ele ressalta a limitação em reservação. “Temos um sistema com limitações nas interligações e sem reservação fica muito difícil os moradores não enfrentaram algum tipo de problema com abastecimento, porque todo sistema quebra, tem avarias, depende de manutenção adequada e precisa de fôlego para ser recuperado quando apresenta algum rompimento. Hoje as  bombas dos poços funcionam 24 horas por dia e não tem sistema que aguente isso”, pondera.

Para as 13 unidades de reservatório, o projeto custaria em torno de R$ 7 milhões. Para os 11 poços o financiamento exigiria R$ 13,2 milhões, ao preço médio de R$ 1,2 milhão cada unidade.