11 de julho de 2026
Internacional

Obama culpa terroristas por ataque a usina argelina que matou 23

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente dos EUA, Barack Obama, classificou neste sábado (19) de "ataque terrorista" a invasão a uma usina de gás europeia no deserto da Argélia que culminou na morte de pelo menos 23 reféns, além de 32 rebeldes islâmicos.

O episódio, afirmou Obama, em nota, é "outro lembrete da ameaça imposta pela Al Qaeda e outros grupos extremistas violentos do norte da África".

O número de reféns e terroristas mortos ainda é preliminar, mas foi fornecido pelo Ministério do Interior da Argélia. O balanço também contabiliza a libertação de 685 reféns argelinos e 107 estrangeiros. Obama também afirmou que quer "obter um maior entendimento do que aconteceu de modo a trabalharmos juntos para prevenir tragédias como essa no futuro".

Mais cedo, o presidente francês, François Hollande, também saiu em defesa da resposta da Argélia à ação. O francês defendeu que a ofensiva na usina, que culminou nas mortes, foi a "mais adequada" pois "não podia haver negociação".

Hollande reconheceu que ainda não dispunha de todos os dados da operação, porém considerou que, "com tantos reféns envolvidos e terroristas tão friamente determinados, a Argélia deu a resposta mais adequada".

Ataque

O ataque começou quando militantes do grupo Signatários por Sangue, que se diz ligado à rede terrorista Al Qaeda, atacaram o campo de exploração de gás, na quarta-feira, dizendo ser uma represália ao ataque francês contra islamitas que controlam o norte do vizinho Mali.

O governo argelino teria se tornado alvo porque autorizou o uso de seu espaço aéreo pela França. O campo, situado junto à fronteira com a Líbia e propriedade da estatal argelina Sonatrach, era também utilizado pela britânica BP e pela norueguesa Statoil.

Na quinta-feira, o Exército da Argélia atacou de surpresa o complexo, libertando centenas de reféns e provocando mortes. Hoje, as forças realizaram a ofensiva final. Desde o início da ação, os dados a respeito da situação no local e das vítimas são desencontrados e incompletos.

Fontes dos serviços de segurança envolvidos afirmaram que o último ataque aconteceu perante a certeza que os terroristas tinham decidido se suicidar coletivamente, depois de perder a esperança de escapar e de atestar que tinham começado a assassinar os reféns a sangue frio.

O comunicado deste sábado (19), uma vez mais, não informa a nacionalidade dos reféns mortos.

O Exército argelino confirmou também hoje a apreensão de diversos armamentos, incluindo tipos diferentes de fuzis, dois morteiros, seis mísseis, dois lança-granadas e dez granadas em cintos explosivos.