08 de julho de 2026
Geral

Católicos celebram São Sebastião

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A igreja de São Sebastião, em Bauru, comemorou ontem o aniversário de seu padroeiro. Missas, quermesse, queima de fogos e procissão marcaram a data. Três bolos, que juntos mediam aproximadamente quatro metros, foram abençoados, fatiados e vendidos para os fiéis. Ainda ontem, também foram encerrados os festejos referentes aos 50 anos da paróquia de São Sebastião.

A comunidade da Vila Cardia, onde a igreja está instalada, compareceu maciçamente, o que garantiu o sucesso da festa. A comemoração foi maior para a devota Iraides Modeli Dalaqua, que completou 74 anos no mesmo dia.

“Sou moradora de Flórida Paulista e minha filha mora aqui nas proximidades da igreja. Vim à missa e tive a surpresa de ser homenageada. Houve os parabéns para os aniversariantes do dia e para o santo. Foi muito emocionante”, confessou.

Para ela, São Sebastião sempre a protegeu e ontem ela recebeu uma bênção. “Ter participado dessa missa já foi algo abençoado, me sinto protegida. Estou emocionada.”

São Sebastião também não foi esquecido pela devota Maria Aparecida Gomes Coppi, que há três anos conseguiu uma graça através do santo. “Minha filha teve toxoplasmose no olho direito e ficou em estado grave. Na época a comunidade da igreja e o padre me apoiaram muito. Pedi ajuda do santo, minha filha está bem e não teve problemas maiores.”

Claudeci Souza, 47 anos, é mais uma devota de São Sebastião. Ontem, ela e a filha, Jéssica Souza, foram até a igreja para agradecer. “Eu tive um problema grave no rim. Fiz uma cirurgia e tive muita hemorragia, fiquei entre a vida e a morte”, diz Claudeci. Diante da situação, a família se uniu e pediu ao santo a recuperação. Ela se reabilitou e está com saúde.

História

São Sebastião nasceu em Petrória, na Itália. Pertencia a uma família cristã.  Engajou-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio foram convertidos.

Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador se queixou de que ele o havia traído.

Diante do imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. Mas uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião.

Assim que se recuperou, se apresentou novamente diante do imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com a ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288. Ele é o santo padroeiro do Rio de Janeiro.