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Bauru é uma das oito cidades do País que receberão a Bienal de São Paulo |
Um verdadeiro privilégio. Bauru está incluída em uma seleta lista de apenas oito cidades do Brasil que receberão, neste ano, a versão itinerante da Bienal de São Paulo - “A iminência das poéticas”. Em sua 30ª edição, a Bienal ocorreu primeiramente no Parque Ibirapuera, entre 7 de setembro e 9 de dezembro de 2012, e recebeu 520 mil visitantes em seu Pavilhão. Agora, o evento dá início à sua itinerância nacional com mostras em diferentes cidades brasileiras. Por aqui, a Bienal será de abril a junho, no Sesc Bauru, e a entrada será gratuita.
Além de Bauru, foram contempladas as cidades de Belo Horizonte – que atualmente sedia a mostra itinerante –, Juiz de Fora, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Campinas, Araraquara e São José do Rio Preto. Entre os meses de janeiro e agosto, obras selecionadas pelo curador Luis Pérez-Oramas, os curadores associados André Severo e Tobi Maier e pela curadora assistente Isabela Villanueva serão expostas nessas cidades. No Sesc Bauru, o público poderá prestigiar, de um lado, obras que remetem ao conceito de temporalidade e às idades da vida humana; de outro, obras que tratam da solidificação real das formas, memórias e corpos.
Obras
Conforme informado via assessoria de imprensa responsável pela comunicação do evento itinerante, já há uma indicação de obras que provavelmente virão para Bauru. A seleção para o município apresenta a ideia de fossilização por meio das instalações audiovisuais de Ali Kazma (Turquia) em diálogo com as pinturas de jovens artistas como Eduardo Berliner (Brasil) e Martín Legón (Argentina), além de duas fotografias de Sofia Borges (Brasil). Já a noção de temporalidade, bastante evidente nas relações constelares da 30ª Bienal de São Paulo, encontra representação nas pinturas de Christian Vinck (Venezuela), fotografias de Alberto Bittar (Brasil) e vídeos de Thomas Sipp e da dupla Iván Argote e Pauline Bastard (Colômbia).
A 30ª Bienal de São Paulo tem como proposta refletir a noção constelar com diferentes recortes elaborados a partir dos portfólios apresentados na mostra principal e com expografias específicas para cada um dos espaços desenhadas pelo arquiteto Martin Corullón, responsável pelo projeto arquitetônico/expográfico “A iminência das poéticas”.
Educativo Bienal
O Educativo Bienal, curado por Stela Barbieri, irá promover encontros de formação para professores e educadores em cada local, dando continuidade ao bem sucedido projeto que, nas itinerâncias de 2011, impactou cerca de mil professores pelo Brasil. A experiência em atendimento ao público e orientações dedicadas a todos os níveis de ensino permitem ao Educativo Bienal promover um intercâmbio de conhecimentos sobre arte contemporânea entre São Paulo e as cidades anfitriãs, considerando suas poéticas individuais. De acordo com Barbieri, “essas cidades vizinhas de São Paulo estão vivendo um momento de intensificação da sua própria vida cultural bastante especial. A seleção de obras da 30ª Bienal vem fortalecer um movimento cultural robusto que está acontecendo nesses locais, atendendo a uma demanda que sempre existiu”.
A 30ª Bienal
Segundo Heitor Martins, presidente da Fundação Bienal São Paulo, a ideia de permanente interlocução é também o ponto de partida da 30ª Bienal – “A iminência das poéticas”. “Procurando instaurar-se como uma plataforma de encontro para a diversidade das poéticas, a exposição pretende ser um evento capaz de produzir constelações de obras e artistas que conversam entre si. De um intenso diálogo entre curadoria e artistas convidados teremos uma bienal composta por um grande número de obras inéditas ou comissionadas especialmente para exposição”, destaca o presidente no site da Fundação.