A diretoria da Tamoyo Pré Moldados, de Tupã, empresa terceirizada que realizava obras no galpão da fábrica incendiada no último sábado no Distrito Industrial III, lamentou ontem, por meio de nota, o acidente ocorrido em Bauru e informou estar tomando providências por meio de sua equipe técnica.
“Em relação aos colaboradores envolvidos, informamos que estão tendo toda assistência, bem como suas respectivas famílias. Neste momento estamos fazendo o possível para tranquilizar amigos, conhecidos e as equipes de trabalho”, informa o comunicado oficial da empresa.
Como a área em questão é particular e o prédio da fábrica teve perda total, a Prefeitura de Bauru não disponibilizou equipe técnica para avaliação dos danos. O serviço deve ser realizado pela própria empresa.
Conforme explica a assessoria de imprensa da prefeitura, o município agiu somente para ajudar no controle da situação no dia do incêndio, retirando com seus caminhões parte do material que estava próximo à fachada da fábrica e que oferecia riscos aos demais estabelecimentos da região.
Operação rescaldo
Enquanto a empresa responsável não realiza o serviço de avaliação para a retirada das estruturas metálicas que restaram no local, uma equipe do Corpo de Bombeiros permanece de plantão na chamada Operação Rescaldo, em frente à fábrica. Utilizando um caminhão autobomba com capacidade para 5 mil litros de água, os três homens agem na prevenção de novos focos de incêndio em meio aos plásticos e papelões que restaram nos escombros. “Temos que esperar a remoção dessas estruturas para que o local se resfrie e viabilize o rescaldo”, reforça o comandante interino do 12º Grupamento de Bombeiros, major Rogério Gago.
Histórico
O acidente aconteceu por volta das 10h40 do último sábado, quando uma equipe formada por quatro operários da Tamoyo trabalhava na montagem de uma estrutura metálica para compor o telhado de um galpão de extensão de uma empresa que fabricava embalagens para pizza.
Conforme o Jornal da Cidade divulgou na edição deste domingo, a suspeita é que o fogo tenha se iniciado na fábrica quando a estrutura metálica se soltou de uma corda utilizada junto a um guindaste e atingiu um fio de alta tensão, provocando uma explosão.
Na ocasião o ajudante geral Niceas Vasquez Carrion Neto, de Tupã, foi eletrocutado e permanecia internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual (HE). Segundo o JC apurou, o paciente teve queimaduras de terceiro grau em 70% do corpo e corre risco de morte. O estado do paciente não foi informado ontem pela diretoria do hospital por conta de uma recomendação expressa da família da vítima.