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Aceituno Jr. |
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“Léo Gordo” estava preso há um mês, em Avaré |
Acusado de assassinar dois policiais militares, o detento Leandro Rafael Pereira da Silva, 28, o Léo Gordo, foi transferido na manhã de hoje para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.
A transferência dele faz parte da parceria feita entre os governos federal e estadual de mandar para presídios da União os detentos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) denunciados por homicídios de policiais.
De acordo com interceptações telefônicas feitas com autorização judicial e com as investigações da polícia, Léo Gordo tinha uma dívida com a facção que deveria ser paga com o assassinato de cinco policiais. Ele foi preso em novembro do ano passado, antes de pagar o débito.
Conforme a polícia, quando foi detido, o suspeito estava chefiando o tráfico de drogas no Campo Limpo, na zona sul de São Paulo.
Léo Gordo estava preso na penitenciária de Avaré e embarcou para Porto Velho partindo do aeroporto de Arandu.
Ele foi o terceiro detento transferido do Estado de São Paulo para presídios federais nos últimos meses. Os outros foram Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, e Roberto Soriano, o Betinho Tiriça.
Ordem de facção
Léo Gordo, disse que recebeu a ordem de chefes do PCC. Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que a facção deu dez dias para que ele matasse cinco policiais. Essa era a condição para que ele tivesse dívidas perdoadas.
O suspeito não cumpriu o prazo e teve mais 30 dias para matar os PMs. O limite para os assassinatos acabaria no fim deste mês, segundo a polícia.
Léo Gordo disse que a facção criminosa afirmou que os crimes eram uma retaliação às injustiças praticadas pela Rota (a tropa de elite da Polícia Militar). Os policiais teriam matado diversos integrantes do PCC.