09 de julho de 2026
Cultura

Bienal em Bauru receberá 45 obras

Mariana Cerigatto com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Fotografias, instalações audiovisuais, óleo sobre tela e papelão, aquarela sobre papel, pequenos filmes e vídeos. Tudo isso em um cenário digno de Bienal de Artes. Pela primeira vez, os bauruenses poderão visitar a Bienal de São Paulo, mas sem ter que se deslocar até a Capital. Pelo menos 45 obras já selecionadas que integraram a 30ª edição da Bienal de São Paulo poderão ser vistas no Sesc Bauru de abril até junho deste ano.

Conforme o JC adiantou com exclusividade na edição de ontem, Bauru foi incluída em uma seleta lista de apenas oito cidades do Brasil que receberão a versão itinerante da Bienal, que leva a temática “A iminência das poéticas”. O evento ocorreu primeiramente no Parque Ibirapuera, entre 7 de setembro e 9 de dezembro de 2012, e recebeu 520 mil visitantes em seu Pavilhão. Agora, a Bienal dá início à sua itinerância nacional com mostras em diferentes cidades brasileiras. Além de Bauru, foram contempladas para versão itinerante as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Campinas, Araraquara e São José do Rio Preto.

Por aqui, a Bienal deverá ser aberta no dia 16 ou dia 17 de abril, no Sesc, com as presenças do diretor regional do Sesc, Danilo Santos de Miranda, e o curador da 30ª Bienal, Luis Pérez-Oramas. A mostra terá visitação gratuita até dia 30 de junho, e os horários em que ela estará aberta para os visitantes é um detalhe ainda a ser definido.

O público poderá prestigiar, de um lado, obras que remetem ao conceito de temporalidade e às idades da vida humana; de outro, obras que tratam da solidificação real das formas, memórias e corpos. A seleção para o município apresenta a ideia de fossilização por meio das instalações audiovisuais de Ali Kazma (Turquia); as pinturas de jovens artistas como Eduardo Berliner (Brasil) e Martín Legón (Argentina), além de duas fotografias de Sofia Borges (Brasil).

Já a noção de temporalidade, bastante evidente nas relações constelares da 30ª Bienal de São Paulo, encontra representação nas pinturas de Christian Vinck (Venezuela), fotografias de Alberto Bittar (Brasil) e vídeos de Thomas Sipp e de Iván Argote.