10 de julho de 2026
Nacional

Em dois dias, plantão atende 51 usuários de drogas na cracolândia

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Nos dois primeiros dias de plantão judicial na cracolândia, 51 pessoas foram atendidas pelos profissionais do Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco de Outras Drogas), no Bom Retiro. Foram 39 nesta segunda-feira (21) e 12 até as 15h desta terça-feira (22). Deste total, houve cinco internações, sendo três voluntárias e duas involuntárias.

Até o início da noite de hoje, nenhum pedido de internação compulsória foi encaminhado aos juízes que estão no plantão, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.

A internação compulsória está prevista na lei de psiquiatria. Para que ela ocorra é necessário que um médico assine um documento indicando que o usuário precisa ser internado, mesmo contra a vontade. A Justiça decide se isso deve ou não ser feito.

A criação do programa para esse tipo de medida ocorre um ano depois de uma intervenção policial na região da cracolândia, que visava coibir o tráfico e tentar levar usuários a tratamento. Não surtiu efeito - a venda da droga persiste e as ruas seguem tomadas por usuários.

O plantão judiciário no Cratod é composto por um juiz, um promotor e um integrante da OAB para definir a necessidade de internação.

Na involuntária, um parente vai a um centro de atendimento e pede a internação. Um promotor tem 72 horas para analisar o caso, sem a necessidade de juiz. É diferente da compulsória, que depende do aval de médicos e que passará pelo magistrado, mesmo sem aval da família.

O governo estadual diz que tem capacidade para atender a demanda e que há cerca de 700 leitos no Estado para isso. O viciado pode, por exemplo, ser levado para ser internado em outro Estado.