08 de julho de 2026
Nacional

SP aumenta leitos para usuário de droga

Folhapress
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São Paulo - Em dois dias, o número de pessoas que procuraram o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), no centro da Capital paulista, foi maior que dobro do que a unidade costumava atender em uma semana. Entre segunda-feira e  ontem foram atendidas 80 pessoas, quando a média é 30 atendimentos semanais.

O crescimento da demanda, decorrente do início do projeto do governo estadual e da Justiça para agilizar internações de dependentes químicos, fez com que o governador Geraldo Alckmin anunciasse ontem o aumento dos leitos destinados a esse tipo de tratamento, de 691 para 757.

“Vamos aumentar os leitos de retaguarda na rede estadual e também na rede contratada. Serão 44 já agora e mais 22 na semana que vem”, anunciou o governador, após visitar o Cratod na manhã de ontem. Ele negou que estejam faltando vagas para internação. “Ninguém vai ser deixado. Todos estão sendo cuidados, como houve uma corrida, uma demanda grande para cá, as pessoas estão sendo orientadas que os casos ambulatoriais são nos Caps (Centro de Apoio Psicossocial). Não há hipótese de alguém com autorização judicial, não ser internado”, garantiu.

De acordo com o secretário Estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, há grande rotatividade nos leitos disponíveis para tratamento de usuários de drogas.


1.ª internação à força


A Justiça concedeu ontem a primeira ordem de internação à força de um dependente químico durante o plantão judicial no Cratod, no Bom Retiro, região central de São Paulo.

O viciado que deve ser internado é um homem, de 28 anos, usuário de crack, que teve o pedido de internação apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo o advogado Cid Vieira, voluntário da OAB que participou do plantão, esse dependente compareceu ao Cratod dizendo que precisava ser internado.

Vieira diz que o homem estava nervoso, em meio a uma crise de abstinência e que ele dizia não ter nenhum familiar para ajudá-lo. O advogado não soube informar, no entanto, por qual razão a internação desse viciado não foi voluntária.