08 de julho de 2026
Bairros

Funcionários de creche planejam greve

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários da Creche-Berçário Antônio Pereira entraram na Justiça contra a entidade e as duas mantenedoras - Comunidade São Benedito e Prefeitura de Bauru - para que seja solucionado de forma imediata o atraso dos salários referentes ao mês de dezembro. A creche foi notificada ontem e, se no prazo de 48 horas não pagar os funcionários, eles prometem entrar em greve a partir de hoje.

Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Bauru e região - entidade que representa a categoria -, Elza Eugênio Pinto, a negociação com a diretoria para pagar os atrasados teve início em 12 de janeiro, e ainda continua sem sucesso. “Em contato com o presidente da entidade, ele disse que faria o pagamento hoje (ontem), mas ainda não tivemos informação de que os atrasados foram acertados”, disse.

Segundo apurou o JC, até as 13h de hoje haverá uma definição para o caso. O ex-presidente da creche, Francisco Antônio de Paula, que seria responsável pelos compromissos da entidade até dezembro do ano passado, esteve reunido ontem com o advogado da entidade para discutir a situação.


O caso

Grupo formado por funcionários e mães se mobilizou, anteontem pela manhã, às portas da Creche-Berçário Antônio Pereira, na Vila Souto, para cobrar o pagamento dos salários referentes a dezembro. Além disso, a entidade acumula uma dívida de R$ 16 mil com a prefeitura, que deu prazo até o dia 31 de janeiro para a regularização da situação.

Se a dívida com o município não for paga, o repasse do município relativo ao próximo mês será suspenso e a entidade, que atende 110 crianças de 0 a 6 anos em tempo integral, correrá risco de fechar as portas.


Repasses

A Creche-Berçário Antônio Pereira é mantida pela Comunidade São Benedito e pela Prefeitura de Bauru. O poder público municipal envia uma subvenção trimestral para custear funcionários e contas de água e de luz. O valor não foi informado pela entidade. Segundo apurou o JC, o ultimato dado pela prefeitura tem como motivo a falta de prestação de contas de R$ 16 mil que foram repassados à creche no ano passado.

A Comunidade São Benedito repassa um valor mensal para outras despesas, como, por exemplo, compras em supermercado e escritório de contabilidade.