09 de julho de 2026
Polícia

Corpo do professor Chamadoira é velado nesta sexta no Terra Branca

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Arquivo/JC

Chamadoira: velado hoje no Terra Branca, será cremado em São Paulo

O corpo de João Batista Neto Chamadoira, professor da Unesp que morreu em um acidente de carro nesta quinta-feira (24), no trevo de Arealva, será velado nesta sexta-feira (25), no Velório Terra Branca (Centro) até a noite ou início da madrugada.

Logo em seguida, o corpo será levado a São Paulo. No sábado à tarde ocorrerá a cremação no Cemitério da Vila Alpina. Antes, o corpo será velado no Cemitério São Pedro - ao lado do cemitério da Vila Alpina.  

Em Bauru, o velório ficou lotado de amigos, familiares e alunos. Diretores da Unesp e integrantes da Associação Bauruense de Letras (ABL) também marcam presença para a despedida. Nascido em Atibaia e com formação pela USP de São Paulo, Chamadoira tinha 71 anos e dois filhos do primeiro casamento. Desde 1999, estava em Bauru, onde conheceu a segunda esposa, Neidy Marly Carvalho, com quem não tinha filhos.  

Acidente

O acidente entre um carro, uma carreta e um caminhão matou o professor João Batista Neto Chamadoira, 71 anos, na tarde de ontem, no trevo de acesso à cidade de Arealva (41 quilômetros de Bauru). Chamadoira era professor aposentado da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Unesp de Bauru e membro da Academia Bauruense de Letras (ABL).

A colisão ocorreu por volta das 17h, na rodovia Cezário José de Castilho, a Bauru-Iacanga, conhecida como “rodovia da morte” por ser palco de vários acidentes graves. No veículo, o professor estava acompanhado de outros três integrantes da ABL, o vice-presidente Joaquim Simões Filho, o diretor-tesoureiro José Perea Martins, 81 anos, e o membro Benedito Requena, 61 anos.

Os três sofreram ferimentos sem maior gravidade. Perea, que dirigia o Siena, e Requena, que estava no banco de trás, ao lado de Chamadoira, foram socorridos por unidades de resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhados para o Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru. Perea chegou a sofrer dois cortes na cabeça e escoriações no braço esquerdo, mas, assim como Requena, permaneceu o tempo todo consciente e foi submetido a exames para descartar eventuais fraturas ou hemorragias internas.

Simões, que seguia no banco ao lado do motorista, também se feriu levemente e foi levado à Santa Casa de Arealva pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo informações prestadas pela Polícia Rodoviária, o Siena conduzido por Perea saía de Arealva para ingressar à rodovia, em direção a Bauru. Ao acessar o trevo, foi atingido lateralmente por uma carreta com placas de Borborema. Com o impacto, o veículo invadiu a pista contrária e colidiu de frente em um caminhão de uma empresa de sorvetes, com placas de Bauru.

“Foi muito rápido”

O motorista da carreta, Carlos Alberto Alves Rodrigo, 47 anos, afirmou que estava em velocidade compatível para o trecho quando o carro iniciou o cruzamento. “Foi muito rápido e não deu tempo de parar. Se eu estivesse correndo, podia matar todo mundo”, contou ao JC. Ele não sofreu ferimentos. O motorista do outro caminhão, Silvio Ribeiro, 42 anos, também escapou ileso.

“Profundamente traumatizados”

O atual presidente da Academia Bauruense de Letras (ABL), Nilson Costa, destacou que todos os membros ligados à entidade estão “profundamente traumatizados”. “Os quatro foram até a casa da professora Josefina Fraga para uma primeira reunião sobre um evento da academia que ocorrerá em julho”, contou, referindo-se ao Encontro Estadual de Academias de Letras. “Estavam voltando da casa, que fica à beira do Tietê, em Arealva, quando tudo aconteceu no trevo. Lamentamos muito”, frisa.

Sinalização e cuidado redobrado

Já há obras de recapeamento e melhorias no trecho entre o trevo do aeroporto Moussa Tobias e a cidade de Iacanga, passando pelo trevo de Arealva, local do trágico acidente de ontem. Porém, toda sinalização naquela rodovia ainda é pouco diante dos riscos que ela representa por seu traçado sinuoso em muitos pontos, aclives e declives, e pelo fato de a região concentrar muitos pontos de lazer e turismo (Rio Tietê, chácaras e pesqueiros). Seria interessante que a empresa que realiza obras e o próprio DER reforcem a sinalização da rodovia Bauru-Iacanga, alertando para os perigos permanentes, como os trevos em nível. Além disso, cabe aos motoristas redobrar cuidados ao trafegar pela rodovia. O trecho entre Bauru e o trevo que dá acesso ao aeroporto será duplicado a partir deste ano.

Quioshi Goto

O carro foi atingido na lateral pela carreta e, com a colisão, foi parar na frente do caminhão (foto acima) que vinha na pista contrária

 

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