Grupos de manifestantes islâmicos e liberais do Egito lembram, nesta sexta-feira (25), os dois anos da queda do ditador Hosni Mubarak, que governou o país por 32 anos. No Cairo, houve confrontos com a polícia que deixaram 16 feridos.
Segundo a agência de notícias Mena, não há registro de mortos após os enfrentamentos, que começaram na noite de ontem e se concentraram nas proximidades da praça Tahrir, centro da revolução egípcia. A maioria teve ferimentos leves e foram encaminhados a hospitais locais.
O Ministério do Interior informou que frustrou uma tentativa de manifestantes de invadir a sede da Academia de Ciências, próximo à praça Tahrir. Em comunicado, o órgão informou que alguns manifestantes jogaram coquetéis molotov e pedras contra policiais e que os agentes usaram gás lacrimogêneo para dispersá-los.
Devido ao risco de protestos violentos, a polícia ergueu muros em volta de prédios importantes, como o Parlamento, a sede do Conselho de Ministros e o palácio presidencial. A intenção é evitar a violência dos protestos de dezembro, contra a Constituição e o aumento de poder do presidente Mohammed Mursi.
Ontem, Mursi pediu aos manifestantes que celebrem "de maneira pacífica e civilizada" o segundo aniversário da revolta. Já a oposição convocou um protesto contra o mandatário e seu grupo político, a Irmandade Muçulmana, contra a crise financeira e as medidas políticas impostas no mês passado.
Entre os idealizadores estão o Partido da Constituição, do prêmio Nobel da paz Mohamed El Baradei; a Corrente Popular Egípcia, do esquerdista Hamdin Sabahi; o Partido Egípcios Livres; o Wafd;os socialistas e os movimentos Kefaya e Jovens do 6 de Abril.
A Irmandade Muçulmana não fez um chamado oficial a se manifestar. Para celebrar o segundo aniversário da revolução, lançou uma iniciativa chamada "Juntos construímos o Egito", que integra uma série de ações sociais e de caridade.