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Fotos: Quioshi Goto |
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Amigos e parentes se despedem do professor no Centro Velatório Terra Branca |
O corpo do professor aposentado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, João Batista Neto Chamadoira, foi encaminhado na madrugada de hoje à Capital, onde será cremado no Crematório da Vila Alpina.
As cinzas, seguindo um desejo repassado a sua esposa, Neidy Marly Carvalho, serão divididas em duas partes: distribuídas entre sua cidade natal, Atibaia, e em frente à Rádio Unesp, em Bauru. “Era um desejo dele, inclusive a rádio fará uma homenagem na data”, explicou Neidy.
Muita emoção. Assim foi o velório do professor ocorrido ontem em Bauru. O Centro Velatório Terra Branca, no Centro, esteve lotado de amigos, familiares e colegas de trabalho, com direito a uma cerimônia ecumênica ministrada pelo padre Ricci, da Paróquia São Cristóvão.
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Viúva Neidy Marly se despede de Chamadoira; Unesp receberá parte das cinzas. |
Neidy se mostrou muito emocionada e em choque com a morte trágica de Chamadoira. Antes de se despedir do marido, na quinta-feira, ela havia pressentido que algo ruim poderia acontecer. “Pedi tanto para ele não ir a essa reunião em Arealva, ainda não consigo acreditar que isso aconteceu”, disse.
O ex-aluno de Chamadoira e atual professor de língua portuguesa da Unesp, Jean Cristtos Portela, mantinha amizade com o antigo mentor há mais de 13 anos, quando tiveram o primeiro contato. Hoje, chefe do departamento de ciências humanas da universidade, fala com orgulho daquele que o incentivou a seguir na profissão. “Ele era um professor generoso, compreensivo. Ajudou a impulsionar minha carreira, nos reencontramos quando passei a dar aula, e ele ficou muito contente”, relatou Jean, que teve seu último encontro com o amigo em dezembro de 2012.
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Nilson Guiardello, diretor da Faac: “Perdemos um grande colega e profissional” |
O diretor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Unesp, Nilson Guiardello, lamentou o acidente que vitimou o professor e diz que esta é uma grande perda, não só para os familiares, amigos, mas para todo o meio acadêmico. “Perdemos um grande colega e profissional que vai deixar saudade, ele era uma pessoa muito especial e contribuiu muito com a universidade. Sua morte gerou uma grande comoção e tristeza entre ex-alunos e professores”, ressaltou.
Homenagens
Chamadoira era um apaixonado pela Unesp e, mesmo aposentado, apresentava um programa na rádio da universidade. De acordo com o vice-diretor da Faac, Marcelo Carboni Carneiro, nem tinha como ser diferente, e o professor será homenageado. “Declaramos luto oficial de três dias e certamente faremos outras homenagens”, comentou.
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Nilson Costa, presidente da ABL, anuncia que Chamadoira receberá uma homenagem |
Pela Academia Bauruense de Letras (ABL), também não faltarão homenagens, segundo informa Nilson Costa, presidente da entidade. “Vamos nos reunir no início de fevereiro para discutir o assunto. Chamadoira era um membro muito ativo, que participava de todas as reuniões, e vamos definir a o que será feito em sua memória”.
Perfil
Nascido em Atibaia (SP), Chamadoira residia desde 1999 em Bauru, onde iniciou seu trabalho na Faac da Unesp. Professor aposentado desde 2011, era membro ativo da Academia Bauruense de Letras e deixa a mulher e dois filhos de seu primeiro casamento. Viúvo da mãe de seus filhos, foi em Bauru que Chamadoira conheceu sua última companheira, e com a bauruense Neidy Marly Carvalho era casado desde 2004.
Entenda o acidente
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Fiat Siena saía de Arealva para ingressar na rodovia 'da morte' |
Um acidente entre um carro, uma carreta e um caminhão anteontem à tarde matou o professor Chamadoira. A colisão ocorreu por volta das 17h na rodovia Cezário José de Castilho, a Bauru-Iacanga, conhecida como “rodovia da morte” por ser palco de vários acidentes graves. No veículo, o professor estava acompanhado de outros três integrantes da ABL, o vice-presidente Joaquim Simões Filho, o diretor-tesoureiro José Perea Martins, 81 anos, e o membro Benedito Requena, 61 anos.
Os três sofreram ferimentos leves e não correm risco de morte. Perea, que dirigia o Siena, e Requena, que estava no banco de trás, ao lado de Chamadoira, foram socorridos por unidades de resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhados para o Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru. Perea chegou a sofrer dois cortes na cabeça e escoriações no braço esquerdo, mas, assim como Requena, permaneceu o tempo todo consciente e foi submetido a exames para descartar eventuais fraturas ou hemorragias internas.
Simões, que seguia no banco ao lado do motorista, também se feriu levemente e foi levado à Santa Casa de Arealva pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo a Polícia Rodoviária, o Siena conduzido por Perea saía de Arealva para ingressar na rodovia, em direção a Bauru. Ao acessar o trevo, foi atingido lateralmente por uma carreta com placas de Borborema. Com o impacto, o veículo invadiu a pista contrária e colidiu de frente em um caminhão de uma empresa de sorvetes, com placas de Bauru.