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Renata Marconi |
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A partir da esq., alguns dos integrantes e incentivadores do bloco que terá como ponto de partida o B.B. Batatas: Rosa Pereira, Darlene Tendolo, Roger Barude, Elson Reis, Mano Alvarez, Reinaldo Mandaliti, Rodrigo Coube, Isaac Ferraz e Paulinho Laranjeira |
Um grupo de amigos resolveu se reunir para formar um bloco de rua e fazer folia em Bauru. Mas isso foi há três anos. Com a retomada das festividades ligadas ao Carnaval na cidade, eles não tiveram saída: chegou a hora de colocar esse bloco na rua em 2013. Por isso, eles cravam: “É agora ou nunca”.
Com este criativo nome de “batismo”, os amigos Paulo Laranjeira, Ricardo Alvarez, Roger Barude (atual secretário de Esportes), Rodrigo Coube e Reinaldo Mandaliti fazem parte do grupo de 300 convidados que irá se reunir no próximo dia 2 de fevereiro (sábado), em frente ao B.B. Batatas, a partir das 17h, com um objetivo principal: cair na folia.
Os componentes vão até a Praça Portugal vestidos com abadá e acompanhados pela banda Gafieira S/A, que vai embalar repertório próprio de Carnaval. O “desfile” terá direito à estrutura composta por banheiros químicos, segurança e carrinhos de apoio de bebidas.
“Estamos há cerca de três anos tentando fazer esse evento. Por causa disso, como brincadeira, batizamos o bloco com o nome ‘Agora ou Nunca’, pois é agora ou nunca que a gente sai com esse bloco”, brinca Roger, um dos organizadores. “E o nome tem outra conotação também. Já que estamos nos aproximando da terceira idade, é cada vez comum uma dor aqui e ali, um torcicolo... Então, já está mais do que na hora de fazermos essa folia”, diverte-se.
À frente dos foliões, um trenzinho com um carro de som acoplado vai levar os 11 músicos da banda Gafieira, tendo Isaac, Marquinhos e Regina no vocal. O conjunto participa pela primeira vez de um evento desse formato. Tradicionais marchinhas de Carnaval e samba de salão vão garantir a animação.
“A nossa turma toda pulou muito Carnaval, e todos nós aproveitamos muito uma época que ficou pra trás. Então, essa iniciativa resgata essa folia que já teve sua época de ouro em Bauru”, ressaltam os organizadores. “E, ao mesmo tempo que há este lado de resgate, existe o da atualidade, já que os blocos de rua são fortes em cidades maiores, como São Paulo e Rio”, aponta Rodrigo Coube.
A iniciativa tem patrocínios da Idea Editora, Itabom, Bauru Basket, B.B Batatas, Pedreira Nova Fortaleza, Pau Brasil, Santa Rosa e Bebidas Fernandes. O apoio é da Mandaliti Advogados, Chica Brasil, secretarias municipais de Cultura, Bem Estar-Social (Sebes), Esportes (Semel) e Emdurb.
Origens
O secretário municipal de Cultura, Elson Reis, enfatiza um dado relevante em relação à folia de blocos de rua na cidade, já que eles remetem às origens do Carnaval. “Na verdade, todo desfile carnavalesco começou assim, inclusive aqui em Bauru. Foram os blocos de rua que começaram a caminhar pelas ruas da cidade fazendo folia, até alcançar uma estrutura melhor. Começou na Batista de Carvalho, depois foi pra avenida Rodrigues Alves, partiu para a avenida Nações Unidas e depois para o Sambódromo”, explica.
A iniciativa do bloco “Agora ou Nunca” também reforça o fato do Carnaval estar no “DNA do bauruense”. “E ainda vem somar às outras iniciativas, fortalecendo o ressurgimento do Carnaval na cidade”, sublinha o secretário.
Cunho social
A folia do bloco “Agora ou Nunca”, mais do que somar ao Carnaval bauruense, tem também caráter social. Parte da verba arrecada com as vendas de abadá – que custam R$ 70,00 (masculino) e R$ 50,00 (feminino) e podem ser adquiridos diretamente com os integrantes do bloco – será revertida para a compra de alimentos que serão doados à famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Sebes.
A secretária da Sebes, Darlene Tendolo, que já garantiu sua participação no bloco, ressaltou a importância do evento. “Esse grupo jovem de ‘quarentões’ está resgatando a época de ouro do Carnaval, algo que é extremamente importante. Pois isso era algo forte antigamente, nós nos organizávamos, os clubes tinham grandes blocos”, comentou.
Além de resgatar o espírito de festa popular, a iniciativa também servirá de combate à vulnerabilidade social. “Será uma forma de ajudar quem precisa através de uma iniciativa carnavalesca, alegre. É uma maneira de compartilhar com a sociedade a inclusão social, dar outra conotação a uma festa popular e mostrar que não é só no Natal e no Ano Novo que dá pra ajudar o próximo” pontua Darlene.