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Imunização gera expectativa |
Após dois anos de pesquisas e testes em macacos, vacina desenvolvida por um laboratório de biologia na França está pronta para ser testada em humanos. As avaliações começarão em fevereiro, na cidade de Marselha. Apesar da expectativa de milhões de pessoas pelo mundo, os resultados serão publicados somente em junho de 2015.
Segundo a Assistência Pública dos Hospitais de Marselha, a vacina foi desenvolvida pelo laboratório de biologia estrutural dirigido por Erwann Loret, que contém um princípio ativo que atua sobre a proteína Tat.
Nesta terça-feira (29), o órgão gestor dos hospitais municipais da cidade francesa afirmou que a imunização mostrou características para a cura da aids, e vai ser experimentada inicialmente em 48 pessoas infectadas com o vírus HIV.
O objetivo é fazer com que o sistema imunológico crie anticorpos que neutralizem a proteína, a qual se atribui uma grande responsabilidade na resistência das células infectadas pelo vírus HIV. Caso seja confirmada a eficácia, a vacina poderá substituir o coquetel de medicamentos utilizado atualmente.
Os testes serão iniciados com a vacinação de voluntários separados em quatro grupos, com doses diferentes para os três primeiros e um placebo para o quarto, ou seja, dose com efeito psicológico e não orgânico.
Com a primeira fase, procura-se observar se há contra-indicação e calcular a dose. Em caso de sucesso, o teste será ampliado para 80 pacientes, alguns com a dose considerada adequada e outros com um placebo.
A Assistência Pública dos Hospitais de Marselha ressaltou em nota que a eficácia ficou demonstrada em experimentos feitos "in vitro" e em macacos.
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Reuters |
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Erwann Loret, um dos responsável pela nova vacina |
Aids no Brasil
Segundo dados do Ministério da Saúde, a epidemia do vírus da aids surgiu no Brasil em 1998 e durou até junho de 2011. No Brasil, segundo dados do governo, existem 608.230 casos registrados de aids, com condições nas quais a doença já se manifestou.
Em 2010, foram notificados 34.218 casos da doença e a taxa de incidência de aids no Brasil foi de 17,9 casos por 100 mil habitantes.
Faixa etária
O vírus do HIV atinge em mais proporção a faixa etária de 25 a 49 anos de idade, sendo maior o risco entre os homens. O que chama a atenção é que entre os jovens de 13 a 19 anos, o risco é maior entre as mulheres.
Transmissão
Segundo o Ministério da Saúde, entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a transmissão por relação sexual. Nas mulheres, 83,1% dos casos registrados em 2010 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,4% dos casos se deram por relações heterossexuais, 22% por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical.
Epidemia contida
Dados do Governo constataram que ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os homossexuais a mesma faixa houve aumento de 10,1%. Em 2010, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.
Prevenção
O Ministério da Saúde distribui preservativos de graça por todo o país. Os números de camisinhas disponibilizadas para a população cresceu mais de 60% entre 2005 e 2010 (de 202 milhões para 327 milhões de unidades). Segundo dados do Governo, os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (SUS), somando 37%.
Nos últimos 12 anos, a taxa de mortalidade caiu 17%. A incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas.