|
Agência Brasil |
|
|
|
Segundo advogado, boate não estava superlotada |
O advogado de Elissandro Sporh, um dos sócios da boate Kiss, local onde ao menos 234 pessoas morreram na madrugada do último domingo (27) na cidade de Santa Maria (RS), deu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (30) e apresentou possíveis provas de que não houve superlotação na casa noturna.
O advogado Jader Marques contestou a informação divulgada de que havia mais de 1.500 pessoas dentro da boate na noite da tragédia. Segundo ele, para aquela festa, foram impressos 850 convites numerados. A encomenda foi feita por uma empresa de publicidade que registra todas as suas encomendas.
Jader Marques ainda solicitou aos universitários que adquiriram os convites, mas que não foram à festa, que entrem em contato com a Justiça, caso tenham em mãos algum ingresso com numeração maior do que 850. Segundo Jader Marques, Elissandro Sporh havia comentado no início da festa que a noite seria “razoavelmente fraca” de movimentação de público.
Informações declaradas pelo advogado afirmam que todos os alvarás da boate estavam em ordem, assim como as licenças para funcionamento. O advogado disse que o Ministério Público fez uma fiscalização na boate Kiss antes da tragédia, e que não foi uma fiscalização simples. A defesa ainda afirmou que houve um volumoso termo de ajustamento de conduta da casa noturna. Um promotor de justiça estava em busca da prevenção de ruídos e fez uma verificação completa da casa.
“Houve a determinação de uma obra antirruído, o Ministério Público entrou e saiu das portas de acesso da casa, fotografou, vistoriou e não houve contestação deles e do Corpo de Bombeiros”, declarou Jader Marques.
Elissandro Sporh, o Kiko, que chegou a tentar o suicídio na noite da última terça-feira (29), está preso temporariamente por cinco dias e deve ser posto em liberdade na próxima sexta-feira (01). Além dele, estão presos também o outro sócio da boate, Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira.