Washington - A ex-senadora democrata pelo Arizona Gabrielle Giffords pediu ontem ao Congresso dos Estados Unidos que aprove a reforma que controla a venda de armas no país. Para ela, as restrições são uma forma de controlar a violência armada no país. Giffords foi baleada em 2011 por um jovem de 24 anos em um supermercado de Tucson, no Arizona, onde fazia um evento político. Pelo menos seis pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas na ação. Ela foi atingida na cabeça pelo atirador.
Devido ao crime, passou por mais de um ano de tratamento e renunciou no ano passado para continuar sua recuperação. Ela ainda tem dificuldade para andar e falar e possui baixa visão em um dos olhos. Ontem abriu a primeira audiência sobre o controle de armas no Senado americano. A ex-parlamentar pediu que algo seja feito para impedir mais mortes. “Morreram muitas crianças, crianças demais. Temos que fazer algo. Vai ser difícil, mas o momento é agora. Vocês precisam atuar de forma audaciosa e rápida.”
A ex-senadora foi a primeira testemunha ouvida na comissão criada pelo Senado para debater o controle de armas, que foi aberta após o projeto do presidente Barack Obama para fazer uma reforma na lei que autoriza o porte de armas, no início de janeiro.
O mandatário quer a aprovação do veto às armas de maior calibre e cartuchos de balas de alta capacidade, o fim das falhas em checagens de antecedentes criminais e a criação de mais vagas no sistema de saúde mental para tratar os desvios psiquiátricos.