09 de julho de 2026
Nacional

Manifestantes levam vassouras e baldes em ato contra Renan

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em protesto contra a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à Presidência do Senado, manifestantes da ONG Rio de Paz colocaram ontem 81 vassouras e baldes no gramado em frente ao Congresso Nacional. O protesto defende uma “faxina” no parlamento para evitar que o peemedebista seja eleito amanhã. O protesto contra a candidatura de Renan Calheiros foi apoiado por 20 organizações não governamentais anticorrupção.

À tarde, quase ao mesmo tempo em que cerca de 20 manifestantes eram impedidos pela segurança de “lavar e faxinar” a rampa da sede do Poder Legislativo, num protesto contra a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado, a funkeira MC Bandida gravava um videoclipe só de calcinha e sutiã, também nas imediações do Congresso.

Sem acesso à rampa do Congresso para fazer a limpeza e exigir um presidente do Senado ficha limpa, os 20 manifestantes recuaram um pouco e lavaram simbolicamente um dos espelhos d’água que ficam entre o prédio do Legislativo e o gramado. O grupo desenhou uma cruz no gramado, com baldes e vassouras.

O gesto, segundo o coordenador do movimento, Antonio Carlos Costa, da ONG Rio de Paz, representa a necessidade do Senado “limpar” sua imagem. Já a funkeira MC Bandida parecia um pouco nervosa enquanto uma equipe gravava o videoclipe. Mas ninguém apareceu para impedi-la de fazer sua coreografia.

Um segurança informou aos manifestantes que eles não poderiam “faxinar” a rampa porque, por ela ser uma área comum da Câmara e do Senado, os presidentes das duas Casas teriam de autorizar a lavagem. Além da Polícia Legislativa, 80 policiais militares foram destacados para impedir que os manifestantes fossem até a rampa.

A ONG reúne assinaturas numa petição online em defesa de um presidente “ficha-limpa” para o Congresso -que tem a adesão de 79 mil pessoas. No documento, o grupo afirma que o retorno de Renan à Presidência do Senado é um “tapa na cara da sociedade brasileira e mais um passo das lideranças políticas que hoje controlam o Congresso Nacional para a desmoralização do parlamento”.

A entidade afirma que as denúncias contra Renan, agravadas com denúncia do procurador-geral da República contra o senador encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira, torna “inaceitável” que o peemedebista retorne ao cargo.